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25/03/2010 - 11h45

Em SP, genéricos estão em média 54% mais baratos que os remédios de referência

SÃO PAULO – De acordo com levantamento realizado pela Fundação Procon-SP, em São Paulo, os genéricos são, em média, 54,39% mais baratos que os medicamentos de referência.

Comparando os preços dos medicamentos genéricos na capital paulista, a diferença de um mesmo produto vendido em estabelecimentos diferentes chega a ser de 421,16%. Entre os medicamentos de referência, essa diferença entre os mesmos produtos alcança 123,46%.

A pesquisa foi realizada em 15 drogarias distribuídas pelas cinco regiões da cidade, entre os dias 3 e 5 de março, com 99 medicamentos, dos quais 92 estão sendo divulgados – 55 de referência e 37 genéricos.

Maior e menor preço

Considerando os medicamentos de referência, a maior diferença de preços encontrada pelo Procon, de 123,46%, foi no Valium (Diazepam), da Roche, 10mg com 20 comprimidos – que em um estabelecimento custava R$ 4,05 e em outro foi encontrado por R$ 9,05.

Já a maior diferença verificada entre os genéricos foi encontrada no Diclofenaco Sódico, 50 mg com 20 comprimidos, que custou entre R$ 1,89 e R$ 9,85, dependendo do estabelecimento.

Pesquisa de preços

Diante do resultado, o órgão de defesa do consumidor alerta sobre a importância da pesquisa de preços, aliada à recomendação médica.

O Procon lembra que, por serem produzidos em diversos laboratórios, os medicamentos genéricos são mais baratos que os de referência – o que não isenta o consumidor de realizar a pesquisa de preços, pois as diferenças, conforme constatou o levantamento, podem ser grandes.

Reajuste

O reajuste dos medicamentos para este ano ficou em 4,60%, conforme divulgou a Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária). O aumento ao consumidor teve como base a variação do IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo), acumulado no período de março de 2009 até fevereiro de 2010, e o fator de produtividade. Foram estabelecidos três níveis de reajuste, segundo o nível de competição nos mercados a partir do grau de participação dos genéricos. 

Dessa forma, os remédios classificados no Nível 1 terão os preços reajustados em 4,83%. Os que estão incluídos no Nível 2 terão reajuste de 4,64% e os do Nível 3, de 4,45%. De acordo com a Resolução 2, publicada no dia 9 deste mês, as empresas que fabricam os remédios poderão aplicar os reajustes a partir do dia 31 deste mês. 

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