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26/03/2010 - 14h49

Celulares: consumidor da classe C busca aparelhos que ofereçam entretenimento

SÃO PAULO – Em 2009, os fabricantes de celulares que prezaram pela oferta de entretenimento nos modelos de celulares tiveram o maior destaque. Segundo o estudo “Os fatores que impulsionaram o consumo no Brasil”, divulgado pela Nielsen, os aparelhos que ofereciam os conceitos de inovação foram os mais vendidos.

Por conta da crise financeira, que adiou a decisão de compra por novas tecnologias em todo o mundo, o mercado de celulares brasileiro sofreu sua primeira queda no volume de vendas, de 5%, após sucessivos crescimentos registrados desde 2006.

O segundo semestre mostrou recuperação, vendendo 37% a mais que o primeiro semestre, mas não foi o suficiente para evitar a queda de 9% no faturamento do setor no ano.

Aspirações

O consultor de varejo da Nielsen, Marcos Semine, lembra que a classe média foi a grande responsável pelo aumento no nível de consumo geral no Brasil em 2009. Logo, venceram os produtos oferecidos para consumidores desta faixa de renda.

“A classe C não quer mais os modelos que sempre existiram, produtos passados, baratos e simples. Ele quer os equipamentos aspiracionais, que tenham maior qualidade, lhe dê status, o diferencie na sociedade”, apontou o consultor.

Semine acrescenta que a classe C continua buscando as mega-promoções e preços mais competitivos, mas essa busca acontece entre aqueles produtos mais desejados. "Mesmo que não sejam o top de linha, são os que oferecem as mesmas funcionalidades", completou.

Conquistar a classe média

Apesar de representar 44% da população brasileira, a classe média representou 60% do aumento do consumo no varejo, segundo dados da Nielsen.

O grande número de lançamentos no mercado, unidos às novas funcionalidades dos aparelhos e à oferta de entretenimento foi a fórmula que levou o consumidor a voltar a comprar celulares no final do ano passado. De acordo com a pesquisa, os que mais cresceram foram os aparelhos com tela sensível ao toque (touchscreen), TV integrada e teclado QWERTY.

“Uma parcela muito grande da população brasileira compõe a classe C. Se a fragmentarmos em C1 e C2, esta última está muito perto da classe D. Essa análise nos permite ver que ainda há uma demanda reprimida muito grande para o consumo de celulares nessa faixa de renda”, completou Semine.

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