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26/03/2010 - 17h35

Consumidor de luxo não é apenas das classes A e B, diz especialista

SÃO PAULO – É um mito acreditar que quem consome produtos de luxo é apenas o consumidor das classes A e B.

Ao menos é o que revela Silvio Passarelli, professor da Faap (Fundação Armando Alvares Penteado) e autor do livro “O Universo do Luxo – Marketing e Estratégia para o Mercado de Bens e Serviços de Luxo”, editado pela editora Manole e pela Faap.

“Há uma forte relação entre o luxo e a cultura. Quem consome luxo é elegante, culto, cosmopolita. Porém, o mercado é bem elástico, o que diferencia é a quantidade de vezes que cada consumidor adquire este tipo de produto”, diz.

Motivações

De acordo com Passarelli, existem diversas motivações que levam alguém a adquirir um produto de luxo. Dentre elas, estão as conhecidas: ostentação, vaidade, desejo de exclusividade. Porém, ressalta ele, a principal é o conhecimento.

Para ele, quem tem informação e conhecimento sobre uma determinada área, em função deste saber, acaba por demandar um produto melhor, independente da classe social, o que faz com que as pessoas comprem a melhor mercadoria permitida por sua renda.

“A opção por adquirir um produto ou serviço de luxo pode estar relacionada tanto à cultura do indivíduo quanto à projeção que ele almeja conquistar utilizando ou usufruindo de um bem de luxo. Esse comportamento não está diretamente relacionado à classe social. Um cidadão comum pode obter uma bolsa de grife sem necessariamente integrar estrato elevado da sociedade. A compra de um bom vinho pode ser parte de uma comemoração especial e não um hábito. É um comportamento cultural”.

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