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26/03/2010 - 10h09

IPI reduzido da linha branca também estimulou consumo de pequenos eletros

SÃO PAULO – Mesmo sem o benefício do IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados), a linha de pequenos eletrodomésticos teve forte alta nas vendas no ano passado. O faturamento dos chamados pequenos domésticos cresceu 9% em 2009 na comparação com 2008.

“As pessoas foram atraídas às lojas para comprar eletrodomésticos da linha branca, que teve o IPI reduzido, e acabavam levando outros produtos mais baratos”, declarou o coordenador de pesquisas especiais da Nielsen, Filipe Aboláfio, para quem o aumento de fluxo nas lojas beneficiou não só o segmento de pequenos eletros, mas também outras categorias como a linha marrom (aparelhos de TV, som etc).

Vendas em massa

Os números da Nielsen Brasil apontam que o volume de vendas unitárias foi 2% maior que no ano anterior, enquanto os preços desses produtos subiram 7%. “Em 2009, os eletroeletrônicos se revelaram como um bem de consumo de massa. E não foi só por conta da redução do IPI, pois houve crescimento importante nos pequenos eletros”, acrescentou Aboláfio.

O crescimento também foi fortemente impulsionado pelas vendas de ventiladores, que aumentaram graças ao forte calor registrado no ano passado, apontou o estudo "Os fatores que impulsionaram o consumo no Brasil”, divulgado pela Nielsen nesta quinta-feira (25).

Linhas branca e marrom

O consumo de equipamentos da linha branca, beneficiado pela redução do IPI, foi o destaque no ano passado. Enquanto os preços subiram apenas 4%, o volume de vendas aumentou 21% em relação a 2008, gerando receita 26% maior para o setor. No ano passado, o segmento também aproveitou a facilidade no acesso ao crédito e a recuperação econômica, que aumentou a confiança do consumidor, itens essenciais na decisão de compra de bens duráveis, de acordo com a Nielsen.

Embora também não tendo recebido redução no IPI, a linha marrom foi beneficiada pelo maior interesse dos consumidores por produtos de maior valor, que optaram, por exemplo, por TVs LCD, mais caras que as tradicionais, de tubo.

Assim, embora tenha sofrido queda de 6% nas vendas, o setor faturou 12% a mais que em 2008. O preço médio aumentou 19% no ano passado.

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