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31/03/2010 - 11h52

A partir desta quarta, remédios podem ficar, em média, 4,6% mais caros

SÃO PAULO – A partir desta quarta-feira (31), os brasileiros vão pagar em média 4,6% mais pelos remédios. Os reajustes foram aprovados pela Cmed (Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos) neste mês.

Neste ano, foram estabelecidos três níveis de reajuste, segundo o nível de competição nos mercados a partir do grau de participação dos genéricos. 

O reajuste ao consumidor terá como base a variação do IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo), acumulada no período de março de 2009 até fevereiro de 2010, e o fator de produtividade.

Concorrência

Para o Sindusfarma (Sindicato da Indústria de Produtos Farmacêuticos no Estado de São Paulo), nos últimos anos os consumidores usufruíam de preços anteriores ao reajuste, inclusive descontos, durante meses, pois as indústrias e farmácias mantiveram os preços ou aplicaram aumentos inferiores aos índices autorizados. 

De acordo com a entidade, os preços "efetivamente cobrados nos balcões das farmácias e drogarias são influenciados pela concorrência e por estratégias comerciais, resultando em negociações entre laboratórios, distribuidores e varejistas".

Reajuste por níveis

Os remédios incluídos no Nível 1 pertencem às classes dos terapêuticos com participação de genéricos em faturamento igual ou superior a 20%. A Cmed determinou que os fabricantes podem reajustar esses medicamentos em até 4,83%.

Os medicamentos que pertencem ao Nível 2 estão incluídos nas classes terapêuticos com participação de genéricos em faturamento igual ou superior a 15% e abaixo de 20%. Para eles, o incremento ao consumidor poderá ser de até 4,64%.

Já aqueles que pertencem ao Nível 3 são das classes terapêuticas com participação dos genéricos abaixo de 15%. Os consumidores devem pagar, a partir desta quarta, até 4,45% a mais pelos medicamentos que pertencem a esse nível de classificação.

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