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31/03/2010 - 11h39

Endividamento das famílias sobe e atinge 34,9%, revela Banco Central

SÃO PAULO – O endividamento das famílias brasileiras continua em alta, mesmo após a crise financeira, e atingiu o patamar de 34,9% da renda em janeiro, uma elevação de 3,1 pontos percentuais frente ao mesmo período do ano passado e de 5,4 pontos percentuais em dois anos.

Esse aumento do endividamento reflete o aproveitamento que o brasileiro fez da expansão do mercado de crédito, na medida em que se amplia o alcance do processo de bancarização, impulsionado pela crescente formalização no mercado de trabalho.

As conclusões são do Relatório da Inflação, divulgado nesta quarta-feira (31) pelo Banco Central.

Renda comprometida

Já o indicador de comprometimento da renda – razão entre o fluxo da renda e serviço da dívida – cresceu moderadamente de 2007 até novembro de 2008, quando atingiu 24,3%. Desde então, passou a declinar, até atingir 22% em janeiro de 2010, uma queda de 1,7 ponto percentual em 12 meses e de 0,4 ponto percentual em dois anos.

O comprometimento da renda cai devido a um crescimento menor do serviço da dívida (de 3,4% em 12 meses encerrados em janeiro) do que da massa salarial ampliada (de 10,1% no mesmo período).

De acordo com o BC, tudo isso mostra que o comprometimento da renda evolui de forma equilibrada, graças à conjunção favorável de taxas de juros declinantes e prazos em expansão.

“Vislumbra-se, portanto, cenário benigno para o crescimento sustentado do crédito a pessoas físicas, favorecido pelo comportamento positivo dos indicadores de emprego e renda, pela crescente bancarização e pela tendência e alongamento dos preços e de manutenção de taxas de juros em patamares moderados, frente ao padrão histórico brasileiro”, descreve o BC no relatório.

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