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31/03/2010 - 08h29

IPI zero para móveis termina nesta quarta

SÃO PAULO – O segmento moveleiro não contará mais com a redução a zero do IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados) para estimular as vendas de móveis no País. Esta quarta-feira (31) é o último dia de imposto reduzido.

Até então, a alíquota do imposto estava zerada para móveis de madeira, aço, plástico e placas de madeira usadas para a construção de móveis. No entanto, a partir do dia 1º de abril, esses produtos contarão com alíquota de 5%. 

Quando anunciou a redução, em novembro do ano passado, o ministro da Fazenda, Guido Mantega, afirmou que o setor se recuperava mais lentamente do que o conjunto da indústria, pois dependia das exportações. E as economias internacionais custavam a se recuperar.

Somente as exportações para a Argentina recuaram 45% entre janeiro e setembro de 2009. E as vendas internas caíram 5,7% em agosto do ano passado, na comparação com o mesmo mês de 2008, de acordo com dados da Abimóvel (Associação Brasileira das Indústrias do Mobiliário).

Histórico

A redução de IPI para veículos provocou uma onda de desonerações em outros segmentos da economia. Sob a justificativa de que também foi atingido fortemente pela crise econômica, o setor de varejo de materiais de construção pediu a redução.

Logo vieram os setores de eletrodomésticos pedindo o mesmo. Não demorou muito para que o segmento de móveis também reivindicasse o benefício. E ele veio. Apesar disso, a associação reclamou que o benefício não seria sentido pelos consumidores, já que os preços dos painéis de madeira, item que representa quase 60% do valor dos móveis populares do varejo, registraram elevação de 8,5% no início deste ano.

Prorrogação

Ao contrário do setor automobilístico, é provável que a redução do IPI para móveis não termine por completo nesta quarta-feira (31). De acordo com nota do Ministério da Fazenda, a alíquota para os itens beneficiados passará a ser de 5% e não ainda de 10%, como antes da redução.

A medida, de acordo com o economista da Fecomércio-RJ, João Carlos Gomes, é louvável. “A medida é louvável no sentido de reduzir a carga tributária que incide sobre o consumo do País e, mesmo assim, segue colaborando para o aquecimento das vendas e compensando os impactos na arrecadação”, afirmou, por meio de nota.

Segundo pesquisa realizada pela entidade, os móveis foram os produtos preferidos dos consumidores durante os meses de incentivo. Dentre os brasileiros que aproveitaram a redução fiscal, 20% compraram móveis.

Preços

E mesmo se o IPI voltasse aos patamares pré crise, algumas das principais varejistas do país garantiriam os preços menores para além do dia 31 de março.

Este é o caso, por exemplo, das lojas Marabraz que, segundo o diretor da rede, Nasser Fares, tem estoques de produtos beneficiados para até o fim do mês de abril. O Grupo Pão de Açúcar, que abriga as lojas Ponto Frio e Extra, também garante os descontos até o final dos estoques.

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