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31/03/2010 - 17h59

Petróleo em Nova York fecha no maior patamar desde outubro de 2008

SÃO PAULO - Contrariando os indicadores norte-americanos desta quarta-feira (31), as  cotações de petróleo fecharam em alta durante o dia. A queda do dólar frente ao euro contribuiu para o avanço dos preços, atingiram o maior patamar desde outubro de 2008 em Nova York.

A cotação do barril do petróleo Brent, negociado no mercado de Londres, fechou a US$ 82,70, com alta de 1,74% em relação ao último fechamento. Enquanto isso, o contrato de maior liquidez no mercado de Nova York, com vencimento em abril, fechou cotado a US$ 83,76 por barril, subindo 1,92% frente ao fechamento anterior.

Dólar

Principal foco dos investidores durante o dia, o euro apresentou avanço frente ao dólar durante o dia, que acabou por se traduzir em suporte para os preços da commodity. Vale lembrar que uma queda da moeda norte-americana geralmente ocasiona maiores pressões de alta sobre os preços do produto por conta da compensação cambial,  uma vez que eles são expressos na divisa. 

A movimentação dos investidores, que tendem a deixar suas posições em outros investimentos para aumentar seus volumes em commodities também ajuda as cotações.

Indicadores

Mirando o relatório de emprego esperado para sexta-feira (2), investidores acompanharam a divulgação dos dados do ADP Employment Report, em parceria com a entidade privada Macroeconomic Advisers. De acordo com o relatório, foram fechadas 23 mil vagas no setor privado do país na passagem entre fevereiro e março, resultado bastante inferior às expectativas do mercado, que previam criação de 40 mil vagas. No entanto, o desempenho veio um pouco melhor do que a medição anterior, a qual foi revisada de uma perda de 20 mil para um corte de 24 mil postos de trabalho.

Por sua vez, a atividade industrial na região de Chicago ficou abaixo do esperado pelo mercado em março, com o Chicago PMI (Purchasing Managers Index), que mede o nível de atividade industrial na região de Chicago, atingiu 58,8 pontos, inferior às projeções do mercado, que apontavam 61,0 pontos. O resultado foi também pior do que a medição anterior, quando registrara 62,6 pontos.

Já o Factory Orders, que mede o volume de encomendas à indústria norte-americana, aumentou 0,6% durante o mês de fevereiro. O índice registrou um resultado acima do esperado pelo mercado, que previa variação positiva de 0,5%. No mês anterior, a referência foi revisada de alta de 1,7% para avanço de 2,5%.

Por fim, os estoques de petróleo surpreenderam negativamente nesta quarta-feira. Após o relatório da API (American Petroleum Institute) apontar um avanço de 421 mil barris no acervo de óleo bruto do país na terça-feira, os dados do Departamento de Energia apresentados nesta sessão indicaram um acréscimo de 2,9 milhões de barris entre as semanas terminadas em 19 e 26 de março, acima da alta de 2,5 milhões de barris esperada por analistas, conforme levantamento da agência Bloomberg. 

Obama

Por fim, vale destacar o pronunciamento de Obama na base área de Andrews, em Maryland. O presidente norte-americano defendeu o aumento da exploração de petróleo na costa leste do país, assim como investimentos para viabilizar a produção de óleo bruto em águas profundas.

"Tendo em vista nossas necessidades energéticas e visando sustentar o crescimento econômico, a criação de empregos e manter a competitividade de nossos negócios, nós precisaremos aparelhar as tradicionais fontes de energia, mesmo enquanto aumentamos a produção em novas fontes", explicou Obama.

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