UOL Notícias Economia

BOLSAS

CÂMBIO

 

31/03/2010 - 16h31

Saúde: quem ganha mais de 2 mínimos é mais fiel a consultórios particulares

SÃO PAULO - Na hora de cuidar da saúde, os brasileiros com renda acima de dois salários mínimos são mais fiéis aos consultórios particulares, segundo informações da “Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios 2008 – Um Panorama da Saúde no Brasil”, divulgada nesta quarta-feira (31) pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).

De acordo com o levantamento, em 2008, o percentual de pessoas, cuja renda era de dois a três salários mínimos, que normalmente procuravam o mesmo serviço de saúde quando precisavam de atendimento era de 42,6% nos consultórios particulares e de 27,9% nos postos ou centros de saúde.

No que diz respeito aqueles com ganhos superiores a cinco salários mínimos, os percentuais eram de 70,7% nos consultórios particulares e de 4,8% nos postos ou centros de saúde, conforme é possível observar na tabela a seguir:

Percentual de pessoas que procuram o mesmso  serviço de saúde,

quando necessitam de atendimento

Renda Posto ou Centro de Saúde

Consultório particular

Até 25% do salário mínimo 77,2% 1,6%
Mais de 25% a 50% do salário mínimo 75,2% 3,3%
Mais de 50% a um salário mínimo 67,1% 10,1%
Mais de um a dois salários mínimos 50,4% 23,9%
Mais de dois a três salários mínimos 27,9% 42,6%
Mais de três a cinco salários mínimos 14% 57,1%
Acima de cinco salários mínimos 4,8% 70,7%
Procura

De modo geral, em 2008, entre os 139,9 milhões de pessoas (73,6% da população) que, normalmente, procuravam o mesmo serviço de saúde quando necessário, os postos ou centros de saúde foram os mais citados, com 56,8% das respostas.

Em seguida, aparecem os consultórios particulares (19,2%) e os ambulatórios de hospital (12,2%). As farmácias, ambulatórios de clínica ou empresa, pronto-socorros e agentes comunitários responderam juntos por 11,8% da procura.

Ainda conforme o estudo, naquele ano, o motivo doença respondeu pela maior parte das buscas por atendimento médico (50%). O segundo motivo mais citado foi puericultura, vacinação ou outros atendimentos de prevenção (22%), seguidos  por problemas odontológicos e acidentes e lesão, com 14% e 6%, respectivamente.

Quanto ao atendimento, 86,4% dos atendidos avaliaram como muito bom ou bom, 10,4% consideraram regular e 3,1% ruim ou muito ruim.

Compartilhe:

    Hospedagem: UOL Host