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31/03/2010 - 17h41

Tarifas avulsas de bancos sobem acima da inflação após regulação, revela Idec

SÃO PAULO – A maioria das tarifas avulsas sofreu reajuste acima da inflação, após entrarem em vigor as novas regras sobre as cobranças bancárias, revelou uma pesquisa realizada pelo Idec (Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor).

A entidade acompanhou a evolução de 30 tarifas bancárias, dos dez maiores bancos, durante o período de abril de 2008 até fevereiro deste ano.

O resultado foi que, em 21 dos casos, os reajustes das tarifas superaram a inflação de 9,88% do período, medida pelo IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo), do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).

Reajustes

O único banco pesquisado que não reajustou nenhuma das tarifas avulsas dos serviços prioritários foi a CEF (Caixa Econômica Federal). Por outro lado, o que mais promoveu ajustes foi o Banrisul, com 10 aumentos acima da inflação.

As reduções de tarifas, por sua vez, ocorrem mais em bancos que passaram por fusões e aquisições no período entre 2008 e 2009, como o Real, que diminuiu 20 tarifas, e o Santander, que reduziu o valor de 15 tarifas.

O maior reajuste verificado foi em fornecimento de folhas de cheques, com um aumento de 328,57%, de R$ 0,35 para R$ 1,50 no Banco do Brasil. O reajuste é mais de trinta vezes maior do que a inflação do período.

De acordo com o Idec, o mais importante é que o consumidor faça sua escolha de acordo com seu perfil de uso da conta-corrente. Se ele necessita sempre de serviços adicionais ao pacote que possui, então convém notar que as tarifas cobradas pelos bancos para serviços bastante utilizados, como um mero extrato mensal adicional, podem variar até 231% - de R$ 1,30 no Itaú a R$ 4,30 no HSBC.

Ao final do mês, pode haver uma diferença grande nas tarifas incidentes na conta-corrente, caso a cesta de serviços escolhida seja inadequada.

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