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01/04/2010 - 13h23

Crédito ao consumidor deve crescer mais de 20% neste ano, aponta Febraban

SÃO PAULO – As operações de crédito para as pessoas físicas devem crescer 20,4% neste ano, na opinião dos bancos brasileiros, de acordo com a Pesquisa Febraban (Federação Brasileira de Bancos) de Projeções Macroeconômicas e Expectativas de Mercado.

O número revela que as perspectivas com relação ao crédito registraram estabilidade na comparação com fevereiro, mês em que os bancos pesquisados acreditavam que o crescimento seria de 19,9%.

Os dados, divulgados nesta quinta-feira (1), mostram que o crescimento esperado para este ano é maior do que o crescimento efetivo registrado no ano passado, de 19,4%. E também é maior ao que se espera de 2011, ano em que o crédito à pessoa física deve ter expansão de 18,7%.

De acordo com a Febraban, as expectativas melhoraram em relação às últimas projeções coletadas – de dezembro do ano passado, quando se previa aumento de 19,5% das operações de crédito à pessoa física -, o que está alinhado com as perspectivas positivas para a economia brasileira: aumento do PIB (Produto Interno Bruto) na ordem de 5,5% para este ano e de 4,5% para 2011.

Modalidades

Os bancos esperam para este ano aumento de 20,4% nas operações de crédito pessoal, incluindo o empréstimo consignado. No ano passado, a modalidade teve um avanço de 24,9%. Para 2011, o que se aguarda é uma alta um pouco menor, de 19,1%.

No caso das operações para a aquisição de veículos, a expansão deve ser de 15,5% neste ano, maior do que a do ano passado (12,9%) e praticamente a mesmo esperada para 2011 (15,4%).

Mercado

Em relação às pessoas jurídicas, o crédito deve ter expansão de 21,8% neste ano, acima do que é esperado para os consumidores e do que é aguardado para 2011 (20,5%). A perspectiva também está bem acima da expansão verificada em 2009, de apenas 1,2%.

Por fim, as operações de crédito com recursos livres, tanto para pessoas físicas quanto jurídicas, devem crescer 21,2% neste ano e 19,4% em 2011, após uma alta de 9,4% em 2009. A taxa de inadimplência acima de 90 dias deve ficar em 4,6% neste ano, a mesma taxa esperada para 2011, ante um índice de 5,6% verificado no ano passado.

Inflação

Perguntadas pela federação qual fator deve ser monitorado com atenção para que não represente risco ao crescimento da economia, 37% das instituições financeiras responderam ser o aumento das expectativas de inflação.

De acordo com a pesquisa, o aumento do deficit de transações correntes foi citado por 29,6% dos entrevistados. A redução do superavit primário foi indicado por 22,2% e o crescimento da dívida bruta/PIB foi citado por 11,1% dos pesquisados.

A pesquisa foi realizada entre os dias 25 e 29 de março deste ano, com 31 instituições financeiras, pela Diretoria de Assuntos Econômicos da Febraban.

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