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01/04/2010 - 20h00

Investidor pode ser surpreendido com máxima histórica no curto prazo

SÃO PAULO - Após uma série de tentativas frustradas em romper a barreira dos 70 mil pontos, o Ibovespa tomou fôlego e encerrou esta sexta-feira com 71.136 pontos, maior patamar do índice desde 5 de junho de 2008, acumulando valorização de 3,57% na semana mais curta por conta do feriado de sexta-feira (2).

Para Ivanor Torres, analista da Geral Corretora, o desempenho foi em grande parte puxado pelas mineradoras e pelas siderúrgicas, destaque de alta nesta semana. Por outro lado, Marlo Barcelos, analista da Investor, aponta o cenário macroeconômico, que trouxe bons resultados, como por exemplo os dados positivos sobre a indústria no Brasil, na China, nos EUA e na Europa. 

No entanto, Barcelos acredita que o "mercado está esticado". Em sua avaliação, o índice terá o importante desafio de sustentar os 71 mil pontos na próxima semana para conseguir seguir em frente. Isso porque Barcelos não descarta um possível movimento de realização, estimulado principalmente por investidores posicionados em empresas como a Vale (VALE3, VALE5), cujos ativos preferenciais acumulam ganhos de 9,8% nos últimos 30 dias, por exemplo. 

Máxima histórica

Já Torres acredita que o momento não será de realizações e prevê movimento positivo para os próximos dias, apesar de acreditar que é "otimismo demais" falar em rompimento da máxima histórica já para a próxima semana. No entanto, ele acredita que o investidor pode ser surpreendido no curto prazo, insinuando que o Ibovespa pode seguir rumo à marca dos 73.516 pontos, seu recorde histórico de fechamento, em um pequeno período de tempo. 

Para corroborar sua perspectiva otimista, Torres cita a Petrobras (PETR3, PETR4), cujas ações estão 'atrasadas', em sua opinião. "Muitos dizem que o problema com a Petrobras é a capitalização. Para mim, esta é justamente a chance de ganhar", projeta. 

A volatilidade permanece

Por outro lado, apesar de prever uma trajetória mais consistente e tranquila para o médio e longo prazo, Torres não aposta no arrefecimento da volatilidade, atribuindo as bruscas oscilações do mercado ao excesso de informações disponíveis para os investidores.

Em relação a essa ponto, Marlos Barcelos concorda. No entanto, para ele a volatilidade da próxima semana será em grande parte produto da agenda abarrotada de indicadores significativos. Barcelos aponta também o aumento da importância dos dados econômicos da Zona do Euro como um dos fatores que propicia o clima de instabilidade predominante nos mercados.

Employment Report

Assim, não é possível deixar de perguntar qual será o impacto do Employment Report, divulgado nesta sexta-feira (2), quando os mercados estarão fechado, para as perspectivas para o Ibovespa na próxima semana. "Bons dados podem contribuir para a continuidade desse movimento de alta que estamos observando, embora eu não acredite em disparadas nesse momento", responde Marlos Barcelos. 

Ivanor Torres acredita que o relatório sobre o mercado de trabalho norte-americano "virá dentro da normalidade", e atribui mais peso aos indicadores inflacionários que serão divulgados por aqui. Em sua opinião, esse será o foco do mercado até pelo menos a próxima reunião do Copom (Comitê de Política Monetária), que ocorrerá nos dias 27 e 28 de abril. 

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