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05/04/2010 - 12h37

Ações de Cielo e Redecard recuam, acompanhando viés negativo do JP Morgan Chase

SÃO PAULO – Em relatório de atualização de estimativas, o JP Morgan Chase cortou a recomendação para os papéis da Redecard (RDCD3), de neutro para underweight (alocação abaixo da média do portfólio), enquanto permaneceu com a recomendação neutra para as ações da  Cielo (CIEL3). Ambas as ações operavam há instantes com desvalorização na sessão.

A despeito da redução no call, o banco elevou o preço-alvo das ações da Redecard - de R$ 27,00 para R$ 29,00 -, o que equivale a um downside de 16%, conforme o último fechamento. Em linha, os analistas elevaram o preço-alvo dos papéis da Cielo, de R$ 17,00 para R$ 18,00 – upside de 6,1%.

Valuation sem atração

O corte na recomendação das ações da Redecard, segundo os analistas, se explica por um valuation que deixou de ser atrativo, dado o múltiplo P/L (preço da ação sobre projeção de lucro) na casa de 14,6 vezes para 2010.

“As mudanças nas estruturas de incentivos proporcionadas pelo final da exclusividade e os níveis extraordinários de lucratividade já listados da Cielo e da Redecard tornam difíceis uma recomendação das ações por nós”, completam os analistas.

Competidores entram, Visa sai

Além disso, o banco norte-americano destaca a entrada do Santander Brasil no setor de cartões, o que deverá resultar em competição de preços e menor lucratividade à frente.  

Por último, o Morgan Stanley destaca o final da exclusividade da bandeira Visa com a Cielo no final de julho de 2010, o qual trará mais liberdade para bancos e operadoras de cartões de crédito decidirem no horizonte.

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