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05/04/2010 - 09h24

Carros flex podem ficar até 2,5% mais caros ainda neste mês

SÃO PAULO – Os veículos do tipo flex podem ficar até 2,5% mais caros ainda neste mês, prevê o presidente da Fenabrave (Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores), Sérgio Reze.

O aumento deve-se ao fim da redução do IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados), desde a última quinta-feira (1º). A redução fez parte de medidas anunciadas pelo Governo ao final de 2008 para estimular o consumo e livrar o País dos reflexos mais fortes da crise.

Março recorde

Por conta do benefício, março registrou número recorde de emplacamentos, com aumento de quase 60% frente às unidades comercializadas em fevereiro. Ao todo, foram vendidos mais de 337 mil automóveis e comerciais leves no mês passado.

Considerando todos os emplacamentos, houve alta de 50,78% entre fevereiro e março, de acordo com relatório da Fenabrave. Ao todo, foram emplacados mais de 526 mil veículos contra mais de 349 mil registrados no segundo mês do ano.

Na comparação com março de 2009, quando foram vendidas 418.588 unidades, houve crescimento de 25,87% nas comercializações de veículos no País. No acumulado do ano, foram emplacados 1,219 milhão de veículos, número 15,22% superior ao registrado no mesmo período do ano passado (1,058 milhão).

Para o presidente da Fenabrave, o bom desempenho não deve se repetir nos próximos meses. “Deverá haver uma redução nas vendas, o que é natural devido a essa forte antecipação das compras”, afirmou Reze, de acordo com a Agência Brasil. As expectativas é a de que as vendas cresçam cerca de 6,5% neste ano.

Móveis

Outro setor beneficiado com o IPI reduzido até o dia 1º deste mês foi o moveleiro. Entre dezembro de 2009 e fevereiro último as vendas ficaram 14% maiores por conta do benefício.

Para o presidente da Abimóvel (Associação Brasileira das Indústrias do Mobiliário), José Luiz Diaz Fernandez, a redução inverteu um quadro desanimador. “Estávamos com um quadro bastante negativo e, inclusive, com previsão de demissões, o que acabou não se concretizando”, disse, ainda de acordo com a Agência Brasil.

Devido aos estoques cheios nas lojas, o fim do benefício não deve se refletir de imediato para o consumidor. “Os estoques que estão nas lojas estão desonerados”, explica Fernandez. “Então, tem um tempo ainda até acabar os estoques das lojas”.

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