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06/04/2010 - 08h00

Alta da Selic deve elevar juro ao consumidor, mas não vai afetar expansão do crédito

SÃO PAULO – A alta esperada para a Selic na reunião de abril do Copom (Comitê de Política Monetária do Banco Central) não deve deteriorar as condições dos financiamentos. Pelo menos essa é a conclusão da Tendências Consultoria Integrada.

A consultoria espera um novo ciclo de aperto monetário a partir deste mês, quando o BC estará mais preocupado em ajustar o crescimento da demanda à oferta da economia brasileira. Em meio a este cenário, o que se espera é um aumento das taxas de juros aos clientes, mas não a ponto de comprometer a taxa de expansão esperada para os saldos neste ano.

Juros x crescimento do crédito

Para as pessoas físicas, as taxas médias de juros devem atingir 49,3% ao ano e, para as empresas, 28,3% ao ano, o que remete a uma piora, já que em fevereiro essas taxas estavam em 41,9% para as famílias e em 25,9% para as pessoas jurídicas.

Apesar deste aumento, a Tendências manteve sua projeção para o crescimento do crédito de 14,5% para as famílias e de 14,3% para as empresas.

Spreads bancários

Em relação aos spreads, para os próximos meses, a Tendências espera uma trajetória de queda, se considerada a variável como expressão da margem de lucro das instituições financeiras. Os fatores que explicam a projeção são a inadimplência em queda e o repasse do custo de captação aos juros finais, nesta ordem de importância.

No caso da Selic, exercícios realizados pela consultoria mostraram que os bancos tendem a repassar um aumento de seus custos de captação de forma menos do que proporcional para as taxas finais, o que também acontece em momentos de queda da taxa.

Já a inadimplência – considerada quando há atraso acima de 90 dias – deverá apresentar tendências decrescentes, à medida que as incertezas se dissipam, após a crise mundial, e que há recuperação da atividade econômica.

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