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06/04/2010 - 10h00

Brasileiro adere a plataformas profissionais de investimento

SÃO PAULO – O investidor brasileiro começou com o home broker, ferramenta que ajudava quem queria aplicar na bolsa de valores pela internet. Mas ele tem partido para plataformas profissionais.

“A porta de entrada do mercado é o home broker, porque ninguém começa já com uma plataforma de grande escala”, explicou o gerente de Canais Eletrônicos da corretora TOV, André Jorge, para quem, agora, o investidor brasileiro já busca algo além e parte para plataformas mais avançadas.

“Elas oferecem uma análise gráfica bem mais apurada, uma análise fundamentalista bem mais apurada, você consegue ver o índice futuro da bolsa dentro da BM&F, você tem índices nacionais e internacionais. Então, elas dão a possibilidade de o cliente ir mais longe”, disse Jorge.

De acordo com ele, o maior uso das plataformas avançadas pode ser explicado pelo fato de os investidores brasileiros estarem se aprimorando e porque muitos tiram do mercado de ações uma parte ou até mesmo toda a sua renda. Para se ter uma ideia da adesão à tecnologia mais avançada, em dois meses que a corretora disponibilizou o serviço, 10% dos clientes aderiram a ele.

Vale a pena?

As plataformas mais avançadas são indicadas para quem vive do mercado de ações ou para quem costuma fazer diversas operações.

“Uma pessoa que faz uma, duas, cinco operações por mês vai ficar restrita ali, vai entrar uma vez ou outra e ver o que está acontecendo. Agora, aquela que está todo o dia vendo cotação, que está acompanhando, eu acredito que seja mais aconselhável do que um home broker”.

O investidor Norival Bastos sempre operou via home broker, mas resolveu ir além no ano passado e não se arrependeu. “O home broker é um sistema ideal para quem faz poucas operações, mas não para quem tem o costume de operar diariamente. Depois de adquirir uma plataforma profissional, é quase impossível voltar para o sistema antigo”, contou.

Mas, para essas pessoas a quem a plataforma avança é indicada, é preciso tomar alguns cuidados. Confira abaixo alguns deles:

  • Ter em casa uma tecnologia condizente com a nova plataforma;
  • Verificar bem qual a empresa que oferece a plataforma, de onde vem e se tem know how do mercado.
  • Se for por meio da corretora, ver se ela é responsável por tudo o que acontece na plataforma.
Custos envolvidos

Sobre os custos envolvidos, Jorge afirmou que eles variam de acordo com as informações que o cliente deseja, mas que a plataforma mais barata do mercado custa R$ 70. Além disso, é bom o investidor ficar de olho porque é feita cobrança de impostos, que podem aumentar o custo da nova tecnologia.

O ex-operador de pregão, Agenor Braz, acredita que as plataformas profissionais são uma tendência do mercado. “No mercado financeiro, economizar pode significar prejuízo. Como sempre tive a noção de que é preciso investir para realizar bons lucros, adquiri a plataforma. Em uma única operação, o custo mensal pode ser diluído”, afirmou.

“O mercado de renda variável é muito instável, mas nem por isso deixo de querer o máximo de segurança. A plataforma me proporciona isso e a consequência natural é o aumento no número de operações”.

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