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06/04/2010 - 11h46

Eletros e automóveis devem ter preços maiores com reajuste de minério de ferro

SÃO PAULO – Os preços de eletrodomésticos e equipamentos, automóveis novos, acessórios e peças de motocicletas podem subir por conta do reajuste do minério de ferro. A alta, segundo análise da Tendências Consultoria, deve ocorrer pelo fato de tais itens utilizarem o aço como um de seus insumos principais.

Entretanto, de modo geral, o consumidor não deve sentir aumentos nos preços, já que o IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo), que mede a inflação ao consumidor, não deve sofrer tanto impacto, pois é majoritariamente composto por serviços, preços administrados e alimentos.

IGP-M

Por outro lado, o IGP-M (Índice Geral de Preços do Mercado), utilizado como balizador no reajuste de aluguéis, deve sofrer um impacto direto de 1,60 ponto percentual no resultado anual.

Isso porque os preços no atacado representam atualmente 65% do IGP, sendo que o minério de ferro terá um peso de 1,68% dentro do IGP-M a partir de abril.

De acordo com a última medição do IGP-M, feita pela FGV (Fundação Getulio Vargas) no mês de março, o índice já acumulava variação de 2,78% no ano.

Por outro lado, o IPA (Índice de Preços por Atacado) registrou desaceleração, passando de 1,42% para 1,07%, enquanto o INCC (Índice Nacional da Construção Civil) aumentou de 0,35% para 0,45%.

No que diz respeito ao IPC (Índice de Preços ao Consumidor), que também integra o IGP-M, este apresentou desaceleração no terceiro mês do ano, ficando em 0,83%, contra 0,88% um mês antes.

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