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06/04/2010 - 09h14

IPC-S Capitais: índice desacelera em cinco capitais; Brasília teve o maior recuo

SÃO PAULO - Na última semana de março, o IPC-S (Índice de Preços ao Consumidor Semanal) registrou desaceleração em cinco das sete capitais pesquisadas.

Em Brasília, a taxa saiu de 0,42% na semana encerrada em 22 de março para 0,35% na semana seguinte, uma diferença de 0,07 ponto percentual, sendo este o maior decréscimo registrado entre as capitais no período analisado. Além disso, a cidade apresentou a menor taxa da semana.

As cidades de Salvador e Recife foram as únicas que registraram acelerações no período, sendo o desta última a maior delas, passando de 0,91% para 1,15%.

Cada capital

Na tabela abaixo, é possível conferir os índices de cada capital nas semanas encerradas em 22 e 31 de março:

Cidade Variação em 22/03/2010 (%) Variação em 31/03/2010 (%)
Belo Horizonte 0,75 0,71
Brasília 0,42 0,35
Porto Alegre 1,21 1,17
Recife 0,91 1,15
Rio de Janeiro 1,13 1,10
Salvador 0,44 0,50
São Paulo 0,81 0,77
São Paulo

Considerando o resultado de São Paulo, o item álcool combustível (de -5,33% para -10,75%) foi o que mais contribuiu para a desaceleração do índice, ao passo que o item roupas masculinas (de -1,78% para – 0,73%), ainda que negativo, apresentou a maior alta na quarta semana de março.

Outro item que contribuiu para a queda do indicador foi mensalidade para TV por assinatura (de 0,17% para -0,40%). Considerando os grupos, Transportes e Despesas Diversas exerceram as maiores influências para o resultado obtido no período, saindo, respectivamente, de -0,16% para -0,70% e de 0,19% para 0,06%.

Os grupos Educação, Leitura e Recreação (0,16% para 0,08%) e Saúde e Cuidados Pessoais (0,38% para 0,34%) também registraram decréscimos entre a terceira e a última semana de março. Nestes casos, as maiores influências vieram dos itens tarifa de passagem aérea (-2,30% para -5,75%) e medicamentos em geral (0,59% para 0,20%).

Já os grupos Vestuário (de -0,31% para 0,06%), Alimentação (de 2,37% para 2,46%) e Habitação (de 0,17% para 0,21%) registraram movimento contrário no período analisado.

Rio de Janeiro

Na capital fluminense, as maiores influências para a desaceleração do índice foram dos grupos Transportes, que passou de 1,63% para 0,87% em uma semana, e Habitação, que foi de 0,31% para 0,23%.

Já os grupos Alimentação (de 3,10% para 3,28%), Saúde e Cuidados Pessoais (de 0,23% para 0,37%), Educação, Leitura e Recreação (de 0,40% para 0,51%) e Despesas Diversas (de 0,09% para 0,18%) aceleraram entre a terceira e a quarta semana de março. O grupo Vestuário, por sua vez, não variou.

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