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06/04/2010 - 12h25

Renda média do brasileiro cresce em 2009 e atinge valor recorde

SÃO PAULO - A distribuição da população brasileira entre as classes sociais se manteve praticamente estável entre 2008 e 2009, mas a renda média registrou valor recorde no período, segundo revelou o Observador Brasil, estudo divulgado pela Cetelem nesta terça-feira (6).

De acordo com o estudo, os brasileiros ganham, em média, R$ 1.285 – um valor recorde e 10,5% maior que o registrado no ano anterior, em 2008, quando esse valor era de R$ 1.162. Em 2005, quando foi iniciada a pesquisa, a renda do brasileiro era de, em média, R$ 974.

Classes C, D e E estimularam resultado

Esse aumento significativo, segundo o levantamento, deve-se principalmente ao crescimento da classe C, D e E. Somente a renda dos segmentos menos abastados da população (classes D e E) passou de R$ 545, em 2005, para R$ 733, no ano passado – uma elevação de quase 35%.

A classe C obteve um aumento de 15,26% na renda no período, ao passar de R$ 1.107 em 2005, para R$ 1.276 no ano passado. Frente a 2008 (R$ 1.201), a elevação foi de apenas 6,25%.

O aumento da renda média dos brasileiros poderia ser maior, não fosse a queda na renda dos que pertencem às classes A e B. Em 2009, esse segmento da população passou a receber 2% menos que em 2007. A renda familiar média passou de R$ 2.586 para R$ 2.533.

Na comparação com 2005, porém, houve acréscimo, embora menor, se comparado com outras classes, de apenas 2%.

Classes

Segundo o levantamento, considerando a representatividade de cada classe social, em 2009 a classe C foi destaque. Nos últimos cinco anos, esse segmento ganhou cerca de 30 milhões de consumidores, enquanto as classes D e E perderam 27 milhões de pessoas.

Do total de quase 190 milhões de brasileiros, a classe C representa quase 49%. Em 2008, ela representava 45% da população. Já as classes D e E são pouco mais de 35% da população contra os 40% registrados no ano anterior.

Já os segmentos mais abastados da população registraram leve aumento na representatividade, ao passar de 15% para 16% do total de habitantes do País.

Em números absolutos, a classe C possui 92,850 milhões de pessoas, enquanto a D e E, 66,884 milhões. Já as classes A e B possuem 30,217 milhões de habitantes.

Sobre a pesquisa

O levantamento foi realizado com 1.500 entrevistas, pessoais e domiciliares, entre os dias 18 e 29 de dezembro do ano passado com pessoas de mais de 16 anos de idade.

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