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08/04/2010 - 09h26

Com reajustes salariais na Bahia e RJ, custo da construção civil varia 0,76%

SÃO PAULO - O Índice Nacional da Construção Civil, calculado pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) em parceria com a Caixa Econômica Federal, apresentou variação de 0,76% em março, uma alta de 0,33 ponto percentual sobre o resultado de fevereiro, quando o índice variou 0,43%. Segundo o Instituto, a alta é decorrente da pressão exercida pelos reajuste salariais nos estados da Bahia e Rio de Janeiro.

Em relação a março de 2009, porém, o índice desacelerou, uma vez que naquele mês foi registrada uma variação de 0,94%. Nos últimos 12 meses, a variação de 5,81% ficou levemente abaixo dos 6% registrados nos 12 meses imediatamente anteriores.

Já no acumulado deste ano, o custo da construção civil variou 1,62%, índice bem próximo aos 1,66% registrados entre janeiro e março de 2009.

Custos dos materiais em aceleração

De acordo com informações divulgadas nesta quinta-feira (8), o custo nacional por metro quadrado chegou a R$ 727,94 em março, dos quais R$ 416,76 se referem aos materiais de construção e R$ 311,18 à mão-de-obra.

O aumento dos custos dos materiais nesse período foi de 0,01 ponto percentual, passando de 0,34% em fevereiro para 0,35% em março. O índice referente à mão-de-obra apresentou alta de 0,75 p.p., ficando em 1,31% no mês passado, frente ao 0,56% do segundo mês do ano.

Em 12 meses, os materiais acumulam alta de 3,54% e a mão-de-obra, de 9%. No acumulado deste ano, o aumento para o primeiro item foi de 1%, enquanto que o segundo variou 2,46%.

Nordeste teve a maior variação

No terceiro mês do ano, a maior variação mensal ficou com a região Nordeste (+1,30%). Já a variação da região Norte foi a menor do mês, de 0,39%. No Sudeste, o índice variou 0,73% e as regiões Centro-Oeste e Sul apresentaram variações de 0,54% e 0,25%, nesta ordem.

No acumulado dos últimos 12 meses, as regiões Norte e Nordeste foram os destaques, registrando alta de 7,81% e 6,20%, respectivamente, ao passo que a menor variação acumulada ficou com a região Sul (5,01%). No mesmo período, as regiões Sudeste e Centro-Oeste registraram altas de 5,38% e 6,12%, respectivamente.

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