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08/04/2010 - 14h30

Desistência de Camargo Corrêa e Odebrecht por Belo Monte beneficia CPFL, diz Citi

SÃO PAULO - Diante da desistência do consórcio formado por Camargo Corrêa (CCIM3) e Odebrecht em participar do leilão para a construção da hidrelétrica de Belo Monte na última quarta-feira (7), o Citigroup avalia que o fato beneficiará a CPFL (CPFE3), recomendando compra dos ativos da distribuidora.

O banco reitera sua projeção de preço-alvo para os papéis da companhia, de R$ 43,00 ao final do ano, valor que representa um potencial teórico de desempenho de 16,05% em relação ao último fechamento. 

Afastando medos

“Visto que a CPFL tem aparentemente seguido os passos de seus controlador, a Camargo Corrêa, neste perigoso empreendimento, a decisão do consórcio em abandonar o leilão de Belo Monte deve varrer os receios do mercado quanto ao risco de projetos greenfield (construções em áreas sem infraestrutura prévia) pesando no desempenho das ações”, avalia o analista Marcelo Britto, que assina o relatório do banco.

Para Britto, a decisão das empreiteiras sinaliza a intensa preocupação quanto ao orçamento para a construção da usina e os riscos inerentes a ela – tanto geológicos quanto financeiros. “A relação entre risco e retorno parece ser assimétrica”, afirma. 

Alegações para desistência

Em nota, Camargo Corrêa e Odebrecht informaram que "após análise detalhada do edital de licitação da concessão, assim como dos esclarecimentos posteriores fornecidos pela Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica), as empresas não encontraram condições econômico-financeiras que permitissem sua participação na disputa". 

As empreiteiras já havia manifestado descontentamento diante do preço máximo da energia a ser vendida estipulada pelo governo, de R$ 83 por MWh, e a consequente recusa do governo em alterar o valor – mesmo em caso de surpresas geológicas durante a construção.

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