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08/04/2010 - 09h43

IPCA desacelera em março, mas brasileiro sente gasto maior com alimentação

SÃO PAULO - O IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo) registrou uma taxa de 0,52% em março, 0,26 ponto percentual abaixo da registrada no mês anterior, segundo divulgou o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) nesta quinta-feira (8).

A explicação para a desaceleração está na ausência do efeito sazonal do grupo Educação que, em fevereiro, concentrou alta de 4,53% e agora registrou variação de 0,52%. 

Ainda assim, os brasileiros sentiram a alta dos preços quando foram às feiras ou ao supermercado. Isso porque os itens que mais pesaram no bolso dos consumidores foram aqueles relacionados à alimentação, como o tomate, que aumentou 42,95% e respondeu pelo maior impacto individual do mês. O item contribuiu com 0,08 ponto percentual do índice e elevou os preços no grupo Alimentação e Bebidas (0,96% para 1,55%).

Em 12 meses, o IPCA está em 5,17% e, no acumulado do ano, o índice apresenta alta de 2,06%

Outros grupos

Na passagem de fevereiro para março, os grupos Habitação (0,31% para 0,32%), Artigos de Residência (0,36% para 1%), Vestuário (-0,52% para 0,66%), Saúde e Cuidados Pessoais (0,23% para 0,27%), Despesas Pessoais (0,40% para 0,77%) e Comunicação (0,03% para 0,08%) também registraram acréscimos em seus índices.

Já o grupo Transportes, além de Educação, apresentou queda no período analisado, passando de 0,79% para -0,54, influenciado, especialmente, pela deflação nos preços dos combustíveis,-2,51%.

Regiões

Entre os índices regionais, Belo Horizonte e Rio de Janeiro apresentaram os maiores resultados de março, ficando em 0,81% e 0,80%, nesta ordem. Já as menores taxas foram registradas em Goiânia (-0,17%) e Brasília (0,01%).

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