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08/04/2010 - 10h47

Sudeste ainda é a região mais cara para construir: R$ 767,22 por metro quadrado

SÃO PAULO - Moradores do Sudeste foram os que mais desembolsaram na hora de construir um imóvel no mês passado. Pesquisa do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), divulgada nesta quinta-feira (8), revela que o custo do metro quadrado na região chegou a R$ 767,22, incluindo materiais e mão-de-obra, enquanto que o custo médio nacional atingiu R$ 727,94 no terceiro mês do ano. 

Em seguida estão as regiões Norte, com valor de R$ 737,57; Sul, com metro quadrado a R$ 707,03; e Centro-Oeste, com R$ 692,86. Os moradores do Nordeste, por sua vez, foram os que pagaram menos na hora de construir no mês passado: R$ 689,49.

Altas

A região Nordeste, apesar do menor custo, foi a que apresentou maior alta em relação a fevereiro. No mês passado, os moradores da região gastaram com a construção 1,30% a mais do que no mês anterior. Os brasileiros da região Sudeste também sentiram a alta dos custos que, em março, variaram 0,73%.

Os brasileiros do Centro-Oeste sentiram uma alta de 0,54%, enquanto os moradores do Norte e do Sul presenciaram os menores aumentos nos preços na hora de construir, de 0,39% e 0,25%, respectivamente, ficando abaixo da média nacional, que registrou variação de 0,76% em março.

Por estado

Analisando os dados por estado, Bahia e Rio de Janeiro registraram as maiores variações mensais, de 3,78% e 3,62%, respectivamente, devido aos reajustes salariais.

Na outra ponta, as menores elevações ficaram com Pernambuco, onde os custos registraram alta de 0,05%, Roraima (0,09%) e Minas Gerais (0,10%).

No acumulado de doze meses, Rondônia foi destaque, visto que registrou a maior alta, de 16,24%, nos custos do metro quadrado de construção, seguido pelo Maranhão (9,35%) e Acre (9,18%).

No mês passado, o estado com o metro quadrado mais caro foi o Rio de Janeiro. Para se construir lá foi preciso desembolsar R$ 826,30. No mesmo mês, o valor médio no Espírito Santo foi o menor: R$ 644,59.

Índice

O Índice Nacional da Construção Civil engloba o preço dos materiais, que ficaram 0,35% mais caros em março, e da mão-de-obra que, por sua vez, apresentou alta de 1,31% no período analisado.

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