UOL Notícias Economia

BOLSAS

CÂMBIO

 

09/04/2010 - 15h01

Alimentação fora de casa está 2,06% mais cara este ano

SÃO PAULO – Comer fora de casa já está 2,06% mais caro neste ano, apontou o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). Em 12 meses terminados em março, o consumidor que possui o hábito já está desembolsando 7,33% mais.

Dentro do item alimentação fora do domicílio, as refeições registraram alta acumulada de 1,82%. Porém, a maior variação foi verificada nos lanches, cujos preços registraram aumento de 2,71% neste ano. Já o café-da-manhã apontou uma variação negativa de 0,93%.

Quando analisado o período de 12 meses terminados em março, por sua vez, o destaque fica novamente por conta do aumento de preços das refeições que, feitas fora de casa, pesaram 7,93% a mais no bolso do consumidor, seguidas pelo café-da-manhã (7,82%) e lanches (6,54%).

Na análise mensal, a alimentação fora de casa registrou variação de 0,60%, principalmente por conta do aumento dos preços das refeições e dos lanches que variaram 0,57% e 0,56%, respectivamente. O café-da-manhã, por sua vez, ficou 0,16% mais barato.

Pelo Brasil

Neste ano, consumidores de Belo Horizonte e Salvador foram os mais penalizados pelo aumento de preços ao comer fora de casa, enquanto que, no período de 12 meses, foram os de Porto Alegre e Recife, como mostra a tabela abaixo:

Variação do custo da alimentação fora do domicílio
Capital Março Acumulado do ano Acumulado de 12 meses 
Rio de Janeiro 0,10% 2,45% 7,05%
Porto Alegre 0,39% 2,28% 9,53%
Belo Horizonte 1,32% 2,60% 7,22%
Recife 0,60% 1,79% 9,45%
São Paulo 0,40% 1,68% 7,21%
Distrito Federal 0,96% 2,24% 5,03%
Belém -0,01% 1,16% 6%
Fortaleza 0,09% 1,86% 8,32%
Salvador 1,37% 2,56% 6,74%
Curitiba 1,66% 2,33% 7,30%
Goiânia 0,46% 2,14% 7,06%
Nacional 0,60% 2,06% 7,33%

Fonte: IBGE

No domicílio

No domicílio, quem está pagando mais caro são os brasileiros de Curitiba, cuja alta acumulada no ano para comer em casa é de 6,91%, 2,39 pontos percentuais acima da média Brasil, de 4,56%. Neste caso, a principal influência veio do subgrupo Tubérculos, Raízes e Legumes, que, nos três primeiros meses do ano, acumula alta de 19,90%.

Em 12 meses, a alimentação no próprio domicílio ficou 4,70% mais cara e, no terceiro mês do ano, frente a fevereiro, a alta é 2,06%.

Compartilhe:

    Hospedagem: UOL Host