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12/04/2010 - 11h16

Brasileiros não se sentem influenciados negativamente pela propaganda, diz estudo

SÃO PAULO – Os brasileiros gostam de propaganda, acreditam que ela é importante e que abre ao consumidor um leque maior de opções de produtos e serviços. A imagem positiva da publicidade foi revelada em estudo realizado pelo Ibope Inteligência a pedido da Abap (Associação Brasileira de Agências de Publicidade). O estudo revelou que apenas 16% acreditam que a propaganda estimula a compra de itens desnecessários.

“A pesquisa indica a valorização da propaganda”, avaliou, por meio de nota, o CEO do Ibope Inteligência, Nelsom Marangoni. “Ela é tida como positiva pelas pessoas e julgada como relevante”, considerou. De acordo com a pesquisa “Como o brasileiro percebe e avalia a propaganda”, apenas 7% dos 2 mil entrevistados acreditam que a propaganda é uma influência negativa.

Essa percepção ocorre até em propagandas infantis. Para 55% dos pais de crianças de até 12 anos, a propaganda é vista como positiva. Já entre aqueles sem filhos com essa idade, 46% vêem a publicidade infantil do mesmo modo.

Valorização do consumidor

De acordo com o estudo, 71% dos entrevistados acreditam que a publicidade melhorou nos últimos cinco anos e passou a respeitar os consumidores. A percepção desse meio de comunicação é tão positiva entre os pesquisados que 42% apontaram que, sem ele, o mundo seria mais “chato”, “perdido” e “monótono”.

Além de considerarem que a propaganda tem um importante papel em suas vidas – 67% têm tal percepção – 61% dos pesquisados acreditam que ela dá mais escolhas ao consumidor. Além disso, para 41% das pessoas a propaganda diverte, para 60% ela atualiza, para 55% ajuda a gerar empregos e para 52% contribui para o desenvolvimento econômico.

Restrição e regulação

Apesar da boa percepção, de maneira geral, os entrevistados acreditam que deve haver maiores restrições da publicidade de certas categorias de produtos. As propagandas de cigarro, bebidas destiladas, cervejas e vinhos, por exemplo, deveriam ser proibidas, segundo 64% dos pesquisados. Os brasileiros também acreditam ainda que as propagandas de produtos para crianças não sofrem sérias restrições.

Ainda segundo o estudo, são poucos os que conhecem os órgãos reguladores da área. Apenas 3% dos entrevistados citaram o Conar (Conselho de Autorregulamentação Publicitária) e outros 7% citaram o Procon.

Sobre a pesquisa

O estudo “Como o brasileiro percebe e avalia a propaganda” foi realizado com 2 mil entrevistados de 16 a 69 anos de idade, das seguintes cidades do País: São Paulo, Rio de Janeiro, Porto Alegre, Curitiba, Belo Horizonte, Distrito Federal, Fortaleza, Recife e Salvador. As entrevistas foram realizadas entre 24 de outubro e 2 de novembro do ano passado.

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