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12/04/2010 - 11h50

Citi eleva preço-alvo das ações do Pão de Açúcar, em tom mais otimista

SÃO PAULO – Incorporando os resultados do quarto trimestre do ano passado, bem como novas premissas macroeconômicas e expectativa de elevação das vendas no conceito mesmas lojas, a equipe de research do Citigroup decidiu elevar o preço alvo das ações do Pão de Açúcar (PCAR5) de R$ 63,50 para R$ 79,00. A recomendação continua a ser de manutenção dos papéis da companhia.

Em relatório assinado pelos analistas Carlos Albano e Marcio Kawassaki, as projeções para o lucro por ação da companhia também foram elevadas, sendo esperados ganhos de R$ 3,02 por ação em 2010, R$ 4,42 por ação no ano que vem e R$ 6,52 ao final de 2012.

Uma das principais vertentes destacadas por Albano e Kawassaki refere-se à expectativa de crescimento das vendas de lojas abertas há mais de um ano pela companhia. Em 2010, os analistas preveem alta das vendas neste conceito, com base na perspectiva de maior inflação nos preços dos alimentos, redução do IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados) no primeiro trimestre e também efeitos mais fortes das vendas de Páscoa.

Os resultados das vendas em mesmas lojas do Pão de Açúcar no primeiro trimestre têm divulgação programada para esta segunda-feira (12) e a expectativa do Citi é de alta de 12,5%, excluindo-se dados referentes ao Ponto Frio, que deverá postar expansão de 20% nas vendas SSS (Same-store Sales, na sigla em Inglês) no período, com uma leve queda em relação à elevação de 22% vista no quarto trimestre de 2009.

Influências no ano

Voltando-se para o restante do ano, as projeções são menos otimistas, sendo esperada uma desaceleração do ritmo de crescimento de dois dígitos para 1 dígito, conforme explicam Albano e kawassaki. Segundo os analistas, os fatores que deverão fazer com que o desempenho ao longo de 2010 não acompanhem a performance do primeiro trimestre são o fim dos benefícios fiscais concedidos à compra de bens duráveis, expectativa de alta da taxa básica de juro e bases de comparação mais fortes e que refletem em menor escala menos afetadas pela crise econômica mundial.

A antecipação da data de comemoração do feriado de Páscoa neste ano também foi citada pelo Citi, que avalia que, por conta do calendário, somente os resultados do primeiro trimestre foram afetados positivamente.

Desconfiança

Quando o tema em questão é Casas Bahia, desconfianças em relação aos indicadores financeiros ficam em destaque na análise do Citi. Albano e Kawassaki comentam que a falta de informações por parte da empresa alimenta certas dúvidas, mas que preferem “esperar pela divulgação de números atualizados para eliminar os níveis de incerteza em suas previsões”.

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