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15/04/2010 - 08h39

Confiança da classe C cresce mais que a média nacional em março, aponta ACSP

Infomoney
SÃO PAULO – A confiança dos consumidores da classe C em março ficou acima da média nacional. De acordo com o INC (Índice Nacional de Confiança), medido pela ACSP/Ipsos, esse segmento da população vem registrando um otimismo crescente.

No terceiro mês do ano, o índice da classe C alcançou 166 pontos, número 10% maior que o verificado em janeiro e fevereiro, quando atingiu 151 pontos. A média nacional no mês passado ficou em 150 pontos.

Os segmentos mais abastados da população (classes A e B), por sua vez, registraram um aumento um pouco menor na confiança, de 9,85%, passando de 132 pontos registrados em janeiro e fevereiro, contra 145 pontos verificados no mês passado.

Baixa renda

Na outra ponta, nas classes D e E foi registrada queda no índice, de pouco mais de 10%, passando de 139 pontos verificados em janeiro e fevereiro para 125 pontos em março.

“Provavelmente as classes D e E foram prejudicadas pelo excesso de chuvas que pressionou o preço dos alimentos e causou catástrofes nas várzeas e encostas das periferias das cidades”, afirmaram os pesquisadores.

Maior confiança no emprego

A confiança no emprego também subiu no mês passado, considerando todos os entrevistados: 44% deles estão mais otimistas nesse quesito, contra 41% de fevereiro. O número dos que estão pessimistas nessa questão atingiu 22% dos pesquisados, contra 25% em fevereiro e 28% verificados em janeiro.

Os entrevistados afirmaram em março que conhecem 3,6 pessoas que perderam o emprego. Em janeiro e fevereiro, eram quatro pessoas. O indicador de março é pouco menor que o do período pré-crise, que foi de 3,7 pessoas.

Compras de eletros

O aumento da confiança no emprego se reflete no aumento do número de pessoas que se sentem confortáveis para realizar compras. Em março, 50% dos entrevistados dizem que se estão em situação favorável para comprar eletrodomésticos, contra 45% verificados em fevereiro e 43% apontados em janeiro.

O número de pessoas que não se sentem confortáveis para tanto caiu, de 31% para 26% entre fevereiro e março. Em janeiro, esse número era de 32%.

No mês passado, a diferença entre os que acreditam que podem comprar eletros e os que acham o contrário aumentou. Em janeiro, a diferença era de 11 pontos percentuais, no mês passado, era de 24 pontos percentuais.

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