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15/04/2010 - 14h49

Fundos: taxas e valor mínimo de entrada influenciam escolha do investidor

SÃO PAULO - Os fundos de investimento com taxas de administração menores são os que mais atraem o investidor pessoa física. De acordo com a Anbima (Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais), os fundos de renda fixa e os referenciados DI com taxa de administração de até 1% detêm 66% e 67%, respectivamente, do patrimônio líquido do mercado.

Já nos fundos multimercados e de ações, a maior concentração do PL está nos fundos com taxa entre 1% e 2%. Enquanto nos fundos com taxa superior de 4% houve redução da concentração.

"Não podemos culpar o investidor. Obviamente a taxa de administração deve ser levada em consideração, mas outros quesitos também devem pesar na hora da escolha. Eu considero normal alguns fundos terem taxas superiores a 4%. Alguns fundos demandam um trabalho maior de gestão, sendo preciso dedicar mais tempo e utilizando um número maior de ferramentas. Produtos mais sofisticados custam mais caros mesmo", afirma o vice-presidente da entidade, Demosthenes Pinto Neto.

Tíquete de entrada

Outro fator fundamental para que o pequeno investidor escolha os fundos como modalidade de investimento é o tíquete mínimo de entrada. "O mercado sabe que valores mínimos muito altos afastam a pessoa física dos fundos. Por isso já há muitos produtos no mercado com um valor mínimo de entrada reduzido. Isso incentiva o investidor".

Para se ter uma ideia, atualmente, a maior concentração do investidor varejista em fundos de ações está nos produtos cujo tíquete de entrada é menor ou igual a R$ 1.000. Já nos fundos multimercados, a maior concentração é nos fundos com valor mínimo de entrada fixado entre R$ 1.000 e R$ 10.000.

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