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19/04/2010 - 18h16

Brasileiro aposta em renda variável, e previdência com ações capta 25 vezes mais

SÃO PAULO – O brasileiro está cada vez mais de olho em previdência privada, como forma de planejamento financeiro para o futuro. Mas, muito mais do que isso, ele está atento em alocar ações em seu portfólio, principalmente nos fundos ciclo de vida.

Neste ano, o volume de depósitos menos o de saques (captação líquida) da previdência multimercado com renda variável foi de R$ 1,45 bilhão, 25 vezes mais do que os R$ 56,06 milhões da previdência sem renda variável, de acordo com dados da Anbima (Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais).

Quando analisada a rentabilidade, os fundos de previdência multimercado com ações também saem à frente, o que justifica a atratividade que eles têm frente aos sem renda variável. No ano, o rendimento foi de 3,24%, ante 2,82% dos renda fixa.

Porém, em 12 meses, a rentabilidade dos fundos com ações fica muito acima dos demais, de 24,53%, ante 9,73%, o que mostra as vantagens da renda variável no longo prazo.

Ciclo de vida

Os fundos ciclo de vida têm sido uma opção para o brasileiro que quer investir em ações no seu fundo de previdência privada. Ele acompanha as diversas fases da vida do cliente, ajustando automaticamente os percentuais de investimentos em renda fixa e variável, em busca da melhor rentabilidade até a data de realização do projeto de vida do participante.

O modelo foi trazido de fora, onde esses fundos são conhecido como life cycle ou lifetime funds. Normalmente, eles têm uma data-alvo, que pode ser em 15, 20 ou 30 anos, por exemplo, dependendo dos objetivos do cliente.

A BrasilPrev, que lançou esses fundos para os clientes em agosto de 2007, prevê que, até o final do ano, eles possam atingir valores próximos a R$ 3 bilhões, crescimento de mais de 150% em relação ao patrimônio registrado no fechamento de 2009.

Na empresas, esses fundos representam 26% da captação líquida dos planos PGBL e VGBL (Plano e Vida Gerador de Benefício Livre), quando considerados os meses de janeiro e fevereiro. No mesmo período de 2009, eles tinham uma participação de 7%. Atualmente, nas reservas desses planos, eles já representam 6,88%.

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