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19/04/2010 - 14h01

Copa faz aumentar custo de vida na África do Sul, mas destino atrai intercambistas

SÃO PAULO – No dia 11 de junho deste ano começa a Copa do Mundo na África do Sul. O evento fez o custo de vida no país crescer, mas não tirou a atratividade do destino para os intercambistas, que ainda têm tempo para participar da festa e aprender inglês ou trabalhar.

A busca de intercâmbio para a África do Sul começou a aumentar há dois anos, mas se intensificou nos últimos meses. Na CI, houve um crescimento entre 15% e 30%, dependendo do programa analisado, enquanto que, na STB (Student Travel Bureau), houve aumento entre 20% e 30%.

Aos interessados, ainda há pacotes disponíveis, tanto para trabalho quanto para a realização dos cursos. O maior entrave, no entanto, tem sido a parte aérea.

Problema nos ares...

“A pessoa tenta aliar o tempo de viagem com a Copa, mas as passagens estão difíceis de encontrar para a época dos jogos, devido à demanda”, afirmou a gerente de Trabalho e Estágios da CI, Gisele Mainarte, que disse que as disponíveis agora são as mais caras, já que as mais baratas são aquelas compradas com mais antecedência. “A gente realmente está nas últimas semanas. Se quer ir para lá e aproveitar a Copa, tem de fechar agora. Em maio, é provável que não consiga”, completou.

A gerente de Cursos no Exterior da STB, Márcia Mattos, concorda: “a gente ainda tem lugar, mas é importante a antecedência, por causa da passagem aérea. A recomendação é fazer tudo o quanto antes, o mais rápido possível”.

Para quem pretende ir para fazer um curso de idiomas, a situação é mais fácil, porque, se o viajante quiser ficar menos de três meses, o visto não é exigido. No caso do trabalhador voluntário, o problema está no fato de as ONGs estarem lotadas, sem espaço para mais ajudantes. No caso de quem quer um trabalho pago, normalmente é pedido visto de 12 meses e leva-se um pouco mais de tempo pela burocracia. Pode ser que a pessoa chegue no meio ou no final da Copa.

...e nos preços

Outro problema na África do Sul é que os preços aumentaram, por conta da realização do evento mundial. Mas foi o custo de vida, não o valor do curso de idioma ou da viagem para trabalho, que costuma apenas ser reajustado anualmente, por conta da inflação.

“O que vai fazer diferença para o intercambista são as despesas lá, com alimentação e a acomodação”, afirmou Gisele, da CI. E quem deixou para a última hora vai desembolsar mais, já que as opções mais baratas costumam ser escolhidas antes.

Já Márcia, da STB, afirmou que os preços devem aumentar como se fosse uma alta temporada, que na África do Sul costuma acontecer em janeiro. Porém, isso não deve afetar muito o intercambista, que já vai com grande parte de seus gastos determinados no Brasil. “Mas se ele fizer parte da festa, até gasta mais”, ponderou.

Pacotes

Na CI, quem viaja a trabalho para a África do Sul paga US$ 700 mais a passagem. “A intenção é que a pessoa se sustente com seu salário. Está legal agora, porque a Copa está querendo temporários”, afirmou Gisele. No caso do curso de idiomas e do trabalho voluntário, o valor fica em torno de US$ 1,5 mil com acomodação e duas refeições por mês, sem contar a parte aérea.

Já a STB oferece um pacote de quatro semanas, com curso de idiomas de 20 horas semanais, com quarto individual, banheiro privativo, em residência estudantil, com café-da-manhã, a partir de US$ 2.553 mais a taxa de matrícula de US$ 215. Normalmente, o destino escolhido na África do Sul é Cape Town.

“A África é muito atraente para quem quer cultura e pelo custo/benefício”, disse Márcia. “Tem de ter paixão pela cultura, porque é um destino bem especial”, completou. Já Gisele explicou que o inglês aprendido no destino é o britânico. “É uma ótima opção e um destino barato, mesmo com a Copa”.

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