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22/04/2010 - 18h40

Concentração bancária no Brasil se diferencia pouco da de outros países

SÃO PAULO – O Brasil foi profundamente afetado pelas recentes operações de fusão e aquisição dos bancos, ocorridas principalmente a partir da crise financeira mundial, iniciada em 2008.

Um estudo elaborado pela Tendências Consultoria sob encomenda da Febraban (Federação Brasileira dos Bancos), mostrou que os indicadores de concentração bancária deram um salto no mercado brasileiro a partir de junho daquele ano.

Entre junho 2001 e junho 2008, havia relativa estabilidade no grau de concentração. Após essa data, a participação dos três maiores bancos nos depósitos do sistema atinge 53%.

“Não há evidências de que os níveis de concentração no segmento bancário brasileiro resultem em uma rentabilidade fora dos padrões internacionais”, aponta o estudo.

Igual a outros países

O indicador de retorno sobre o patrimônio (ROE) para a média do setor bancário brasileiro em 2007 foi de 14,9%, valor bem próximo ao registrado para a média dos países de renda alta e renda média (14,7% em ambos). Nos demais países selecionados, a rentabilidade é também próxima à praticada no Brasil.

A pesquisa aponta ainda que, ao se comparar com dados internacionais, o setor bancário “é marcadamente caracterizado por uma razoável concentração de mercado” e, portanto, esta não seria uma exclusividade do mercado brasileiro.

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