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26/04/2010 - 12h02

Contrariando o Ibovespa, ações da Klabin fecham com valorização de 2,84%

SÃO PAULO - Contrariando a trajetória negativa da bolsa brasileira, as ações da Klabin (KLBN4) foram o principal destaque positivo do Ibovespa, ao fechar com alta de 2,84% nesta segunda-feira (26), sendo cotadas a R$ 5,44. Já o índice paulista terminou o pregão com queda de 0,92%, nos 68.871 pontos.

Durante esta sessão, repercutiu a queda vista nos estoques mundiais de celulose em março. Durante o mês, os estoques caíram para 26 dias de consumo, ante 28 dias em fevereiro e 42 dias em março de 2009, pressionados principalmente pelo terremoto no Chile. Nesse contexto, Suzano e Fibria já anunciaram o aumento de preço da celulose de fibra curta a partir de 1º de maio.

Os números apresentados foram analisados por diversos analistas, que mostraram posições divergentes em relação ao cenário desenhado para as empresas do setor. Enquanto Credit Suisse e Ágora sustentam visões positivas para o segmento, Itaú considera que os ativos já estão precificados de maneira justa.

Notícias positivas

A Ágora considera as notícias positivas para a Suzano e recomenda a compra dos papéis preferenciais, estipulando preço-alvo de R$ 27,90. Considerando a cotação de fechamento da sexta-feira, o upside é de 16,7%.

Os papéis da Suzano também são a preferência do Credit Suisse, que menciona um equilíbrio saudável entre oferta e demanda no setor e um potencial de aumento de preços de celulose no curto prazo. O banco apresenta ainda visão positiva para as ações da Fibria.

Para a Klabin, a Ágora ressalta o crescimento da venda interna de papéis e também recomenda a compra das preferenciais da empresa. O preço-alvo calculado é de R$ 6,25, com potencial teórico de valorização de 18,1%.

Preços próximos ao pico

A corretora Itaú, por sua vez, apesar de não sustentar visão negativa sobre o setor de papel e celulose, avalia que as ações do segmento já estão precificadas em níveis justos. A recomendação para o desempenho dos ativos da Fibria é "em linha com o mercado", com preço-justo de R$ 42.

Para a Itaú, o preço de papel e celulose estão próximos do pico.

Fibria e Suzano fecham em queda

Após terem registrado valorização de manhã, as ações da Fibria (FIBR3) e os papéis preferenciais classe A da Suzano (SUZB5) perderam as forças durante a tarde, encerrando o primeiro pregão da semana com quedas de 2,22% e 0,92%, respectivamente.

 

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