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27/04/2010 - 13h31

Estacionamentos aumentam vagas diferenciadas e não avisam condutor, diz órgão

SÃO PAULO – Para muitos, vale a pena gastar um pouco mais para deixar o carro em estacionamentos. A segurança, porém, pode sair mais cara que o previsto, por causa da ampliação do número de vagas consideradas “vips”.

Diferentemente das vagas comuns, as exclusivas são mais caras porque concedem serviços diferenciados. Disponíveis em estacionamentos localizados perto de casas de shows, em shoppings e em outros grandes estabelecimentos, as vaga “vips” com manobristas.

Apesar de não ser ilegal, a coordenadora institucional da Pro Teste – Associação dos Consumidores, Maria Inês Dolci, considera a prática abusiva. Isso porque não são poucos os casos em que os consumidores simplesmente desconhecem o serviço e acabam pagando por ele. “O consumidor acha que é uma cortesia do estacionamento, que muitas vezes leva o carro para uma vaga 'vip' sem consultar o consumidor”, afirmou.

Consumidor deve ser avisado

O Código de Defesa do Consumidor prevê que o consumidor tem direito a toda e qualquer informação relacionada ao serviço ou produto que quer adquirir. De acordo com Maria Inês, os estabelecimentos que não informam a diferença de preços entre os serviços ferem esse preceito básico.

“O consumidor tem de ser informado e deve haver uma fiscalização de maneira que ele não seja prejudicado”, afirmou a coordenadora do órgão de defesa do consumidor. Ele reitera que os estacionamentos não podem direcionar os veículos diretamente às vagas “vips” sem o consentimento do condutor.

Além disso, os estabelecimentos devem deixar em local visível os preços e condições tanto das vagas comuns, como das diferenciadas. Maria Inês acredita que a maior oferta de vagas diferenciadas acaba por elevar os preços das vagas comuns, uma vez que o espaço concedido a elas passa a ser menor.  

Hora fracionada

Maria Inês ainda criticou o método de cobrança de muitos estacionamentos da cidade de São Paulo. Para ela, a cobrança da hora cheia, mesmo se o condutor não a utilizar, é abusiva. Ela insiste que os estacionamentos devem cobrar de acordo com o tempo efetivo que o motorista utilizou a vaga.

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