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27/04/2010 - 16h24

Relator propõe reajuste de 7% dos benefícios acima do mínimo

SÃO PAULO – O relator da proposta que reajusta os benefícios da Previdência Social com valor acima do salário mínimo, deputado Cândido Vaccarezza (PT-SP), disse que vai propor uma correção de 7%.

Desde o início deste ano, esses benefícios foram reajustados em 6,14%, por força da Medida Provisória 475/09, que agora está em votação na Câmara dos Deputados.

A MP prevê um reajuste com base na inflação mais metade da variação do PIB (Produto Interno Bruto) do ano anterior, mas as centrais sindicais querem um percentual de 7,7%, correspondente a 80% da variação do produto, que, segundo o relator, é um valor “sem pé nem cabeça”. Já o governo quer manter o percentual em vigor.

Sem escalonamento

De acordo com Vaccarezza, a proposta de reajuste de 7% foi amplamente debatida com a área econômica, com o ministro da Fazenda e com o ministro da Previdência e é considerada viável do ponto de vista das contas públicas, segundo informou a Agência Câmara.

O líder do governo recuou em relação à proposta de índices escalonados, conforme o valor da aposentadoria. De acordo com essa proposta, os reajustes seriam de 7,7% para quem ganhasse até três salários mínimos e de 6,14% para quem ganhasse acima desse valor.

Votação

Na Câmara, o relator afirmou que a votação em plenário da medida deve acontecer até a noite de quarta-feira (28), “chova ou faça sol”.

Enquanto isso, a Força Sindical e a CUT (Central Única dos Trabalhadores) se mobilizam para sensibilizar parlamentares a favor do percentual de 7,7%.

"Como o Congresso é contra o povo por natureza, só vota em ano eleitoral as coisas do povo, então ainda bem que tem eleição e por isso nós temos que pressionar e aproveitar o ano eleitoral para votar", diz o deputado Paulo Pereira da Silva (PDT-SP), presidente da Força Sindical.

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