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27/04/2010 - 14h16

Vendas de ingressos pela internet atraem novos consumidores

SÃO PAULO - As vendas de ingressos pela internet atingiram um novo patamar no Brasil, em razão do crescimento do poder aquisitivo da classe C e da nova fase de inclusão digital vigente no país.

A constatação é da empresa inglesa de comércio eletrônico Keith Prowse, cujo sistema de operação de vendas de tíquetes para os mais variados eventos do mundo alcança cerca de 36 países, inclusive o Brasil.

A companhia atribui o farto período ao aumento do acesso à internet e ao poder de compra da classe média, além do medo de clonagens via internet ter ficado para trás. Prova desse aquecimento é o volume de quase 40% a mais nas compras pela internet registrado pela empresa ano passado.

Em 2009, a Keith Prowse vendeu aproximadamente 10 mil ingressos pela internet. Parques da Universal e peças da Broadway (EUA) são destaques. A companhia incorpora ainda nos seus serviços produtos como transfers, tours, restaurantes, hotéis, entre outros.

De olho na classe C

As vendas ainda estão acanhadas: 15% do total. Mas o trabalho para torná-los (classe C) os maiores compradores é massivo.

“Este é um percentual muito baixo e queremos que este público nos procure cada vez mais. Para isso, estamos investindo em mídias sociais, que é uma forma de chegarmos a este cliente sem que ele tenha que ficar muito tempo procurando onde comprar seu entretenimento internacional”, afirma o gerente de marketing da empresa, Bruno Megale.

Independentemente dos esforços destinados a atrair a classe C, os principais clientes da KP ainda são as agências de turismo, responsáveis por 80% das compras. Na internet, os jovens entre 20 e 29 anos e os clientes de 45 e 60 anos, com uma base financeira mais expressiva (classes A e B), são os mais frequentes compradores.

Planos para viagens futuras

"Com as novas tecnologias que estamos lançando, como, por exemplo, uma área exclusiva aos agentes de viagem, onde eles terão um login e senha para realizar as comprar pela internet e preservar sua comissão, bem como com as campanhas de divulgação que estamos trabalhando na internet e em mídias sociais, estamos esperando um aumento de vendas em torno de 30% em relação a 2009, que foi um ano de crise", revela Megale.

De acordo com o gerente, apesar de EUA e Europa ainda serem o foco dos turistas, mercados como África e Oceania ganharão espaço e destaque no futuro, ou seja, em ano de Copa do Mundo melhores negócios virão.

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