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28/04/2010 - 11h52

Classe C deve ser maior responsável por crescimento do varejo em 2010

SÃO PAULO – A classe C, cuja renda familiar varia entre R$ 1.500 e R$ 4.500, deve ser a principal responsável pelo crescimento do varejo em 2010. A previsão é da Nielsen, empresa especializada em pesquisas e serviços de inteligência de mercado.

De acordo com levantamento realizado pela empresa, este ano, o comércio varejista terá uma expansão entre 4% e 5%, sendo que a classe deve responder por cerca de 60% desta evolução.

Dentre os motivos para que a classe C lidere a expansão das vendas no setor varejista, o estudo da Nielsen aponta a maior oferta de crédito e a criação de novos empregos, em relação ao ano passado, e a ascensão de mais famílias das regiões Norte e Nordeste à classe média, agregando um universo de consumidores para o varejo.

“Neste ano, a classe média continuará exercendo papel relevante para o setor (do varejo). Em 2009, sua contribuição para o aumento das vendas de uma cesta de 50 categorias de produtos de consumo massivo foi de 60%. Em 2010, o peso desse público tende a ficar no mesmo patamar ou superá-lo”, afirmou o presidente da Nielsen, Eduardo Ragasol.

Produtos preferidos

No que diz respeito ao perfil dos consumidores da classe C, Ragasol explica que eles costumam pesquisar bastante e são criteriosos ao realizarem suas compras. Em outras palavras, não compram por impulso, buscam promoções e observam a relação entre qualidade e preço.

Além disso, ainda conforme a pesquisa, esta parcela da população costuma fazer compras a cada 15 dias e aos finais de semana, quando toda a família pode ir junto aos locais de compras.

Quanto aos produtos preferidos, a Nielsen notou, nos últimos anos, aumento na penetração de diversos bens e serviços, como TV por assinatura, que passou de 6% para 15% entre 2007 e 2009, celulares (de 74% para 82%), internet (de 13% para 19%) e computadores (de 23% para 39%).

Também chama a atenção o percentual de famílias que costumam viajar durante as férias - cerca de 32% - e a participação da classe C no consumo de café, respondendo por 80% do volume consumido.

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