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28/04/2010 - 17h24

Crescimento das classes mais baixas não é uma bolha, diz diretor-geral da GfK

SÃO PAULO – A expansão das classes de baixa renda no Brasil não constitui uma “bolha”, de acordo com o gerente-geral da GfK, Paulo Carramenha, que participou nesta quarta-feira (28) do Congresso Consumidor Moderno de Crédito, Cobrança e Meios de Pagamento.

“As classes C e D, a base da pirâmide, estão em expansão há bastante tempo e deixaram de ser coadjuvantes”, disse Carramenha. De acordo com ele, praticamente metade da população brasileira está na classe C, que gerou mais de R$ 140 bilhões para a economia entre 2002 e 2008.

E as empresas já acordaram para esse segmento, que cresce devido à ampliação do crédito e com os incentivos do governo, que propiciam o aumento da renda. “Quase ninguém discorda que esse é um mercado enorme que deve ser explorado”.

Perigo de bolha?

De acordo com Carramenha, não existe um perigo de bolha nesta parcela da população ou de acontecer um aumento do consumo que leve à inadimplência descontrolada. Ele apontou seis motivos para isso:

- Estabilidade econômica;

- Políticas sociais pró-consumo;

- Aumento da escolaridade;

- Geração de renda pela mulher nos domicílios;

- O bônus demográfico, que nada mais é do que o crescimento da parcela economicamente produtiva da população, que supera aqueles que não são produtivos;

- Expansão do crédito.

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