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28/04/2010 - 15h32

Pesquisa da KPMG revela que investidores não confiam em intermediários financeiros

SÃO PAULO – Pesquisa feita pela KPMG mostra que 77% de investidores veem intermediários financeiros como menos confiáveis que políticos. Segundo a análise, a confiança só seria restaurada se as instituições financeiras fossem mais claras em suas estratégias e técnicas de gestão.

Em seminário na última terça-feira (27) no Brasil Investment Summit, em São Paulo, Oliver Cunningham, diretor da KPMG, comenta ainda que os investidores apontam o desempenho dos portfólios e os honorários em geral como pontos essenciais a serem trabalhados na confiança com estes intermediários.

“A remuneração real das práticas de gestão de risco é vista como o grande motor competitivo, mas há diferenças em outros focos entre os investidores institucionais e de varejo”, fala Cunningham.

Diferenças

Ele conta que os investidores institucionais ouvidos na pesquisa se concentram na capacidade das instituições financeiras que promovem a intermediação de seus investimentos em mostrar a eles quais as técnicas de gestão de risco estão sendo usadas, especialmente quando o assunto é derivativos.

Contudo, os investidores menores, de varejo, estão mais atentos na transparência das informações prestadas por estas instituições, com relação ao desempenho de suas estratégias de investimentos.

“Mas ambos gostariam que essas intermediárias passassem mais tempo com eles tirando dúvidas e permitindo um maior acesso face a face”, adiciona Cunningham.

Comunicação

Para o diretor da KPMG, a chave para aumentar a confiança entre esses investidores e as instituições nada mais é que a comunicação. Ele fala que, deixando claros os riscos, estratégias, mecanismos e técnicas utilizadas na gestão de portfólios seja de fundos, de investidores pequenos, de investidores grandes ou empresas, as conversas aproximam os clientes e diminuem a insegurança.

“Ouça seus clientes, alinhe suas estratégias a eles”, falou às instituições. Neste ponto, ele acredita que casas menores acabam ganhando em termos de maior confiabilidade, já que possuem mais tempo e disposição para melhorar as relações interpessoais.

A pesquisa foi feita com mais de 200 investidores de 29 países. 

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