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05/05/2010 - 09h05

Antecipação de compras e fim do IPI reduzido derrubam movimento do comércio

SÃO PAULO – A antecipação das compras de bens duráveis beneficiados com o IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados) reduzido, como veículos flex, em março, reduziu o movimento no comércio em abril e fez com que as vendas do setor caíssem 1,3%frente ao mês anterior.

A queda foi influenciada, principalmente, por conta do recuo das vendas do segmento de Veículos, motos e peças que, sozinho, registrou queda de 8,9% na comparação com março. Os dados são do Indicador Serasa Experian de Atividade do Comércio, divulgado nesta quarta-feira (5), e mostram que, na comparação com abril do ano passado, houve alta em todos os segmentos. E as lojas especializadas em autos foram as que registraram a maior alta no período, de 19%.

Por conta disso, na comparação anual, a atividade do comércio varejista registrou alta de 10,1%. Mesmo com a queda em abril, os bons resultados do primeiro trimestre mantiveram o desempenho do acumulado do ano em alta. O indicador mostra um aumento de 11% da atividade do comércio neste ano.

Nessa análise, o IPI também foi a principal influência, uma vez que somente o segmento de Veículos, motos e peças registrou um aumento de 23,3% neste ano, seguido de Móveis, Eletroeletrônicos e Informática, cuja alta nas vendas foi de 19,9%.

“Movimento episódido”

De acordo com os analistas da Serasa, a queda em abril, na comparação com março, não deve ser encarada como um processo de reversão de tendência, mas apenas como um “movimento episódico”.

Para os analistas, ainda são muitos os fatores que devem elevar o movimento do varejo nos próximos meses, como a proximidade do Dia das Mães e da Copa do Mundo. Além disso, a economia aquecida estimula o aumento da renda e das concessões de crédito para o consumidor ir às compras.

Comércio varejista frente a março

Além do segmento de Veículos, Motos e Peças, em abril, frente a março, todos os outros segmentos do comércio registraram queda nas vendas.

Outro destaque foi o segmento de Materiais de Construção, que registrou a segunda maior queda, de 2,6%. Esse segmento ainda conta com o incentivo do IPI reduzido, que deve terminar em dezembro deste ano. As vendas do segmento Combustíveis e Lubrificantes também recuaram - 2,2% no período. Mesmo percentual registrado pelo segmento de Supermercados, Hipermercados, Alimentos e Bebidas.

Tecido, Vestuário, Calçados e Acessórios também recuou no quarto mês do ano (-1,7%), na comparação com março, seguido do segmento Móveis, Eletroeletrônicos e Informática, que registraram quedas nas vendas de 0,4%.

Análise anual

Frente a abril do ano passado, o indicador mostra alta de 10,1%. Nessa base comparativa, o destaque, além do segmento de Veículos, Motos e Peças, também ficou com Móveis, Eletroeletrônicos e Informática e Materiais de Construção, que registraram aumentos de 18,5% e 18,4%, na ordem.

Os outros segmentos analisados pelos técnicos da Serasa também registraram aumentos: Supermercados, Hipermercados, Alimentos e Bebidas (4,1%); Tecidos, Vestuários, Calçados e Acessórios (15,5%); e Combustíveis e Lubrificantes (0,9%).

Sobre o índice

O indicador da Serasa tem como base o banco de dados da Serasa Experian. A partir da metodologia de cálculo do PIB, apresentada pelo IBGE em 2007, na qual o comércio passou a ser, individualmente, o setor com maior participação na geração do valor adicionado da economia brasileira, respondendo por 11%, a entidade percebeu que é de fundamental importância dispor de mais indicadores, destinados a mensurar a evolução deste setor da atividade econômica do País.

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