UOL Notícias Economia

BOLSAS

CÂMBIO

 

05/05/2010 - 16h02

São Paulo detém quase um terço dos investimentos realizados no Brasil

SÃO PAULO – A cidade de São Paulo detém quase um terço dos investimentos realizados no Brasil, revelou uma pesquisa realizada pela Greater Paris Investment Agency e divulgada nesta quarta-feira (5).

De acordo com os dados, dos 231 projetos realizados no País no ano passado, 26% foram na capital paulista, ante 8% que foram destinados para a cidade do Rio de Janeiro e apenas 1% para Brasília.

Quando analisados os investimentos feitos em São Paulo, grande parte veio dos EUA (31%), seguido do Reino Unido (15%), França (10%), Espanha (8%), Alemanha, Holanda e Japão, todos com representatividade de 5%.

A pesquisa, conduzida pela Opinion Way, foi realizada com 512 empresas com atuação em negócios internacionais

Geração de empregos

Os dados mostraram que São Paulo ocupa a 12ª posição em um ranking com 22 cidades no mundo quando o assunto são investimentos que geram empregos, denominados greenfield investments. No ano passado, foram 61 projetos neste sentido.

“Se nós focarmos em São Paulo, houve queda de 6% nos investimentos no ano passado. Ela é, de longe, a primeira cidade no Brasil onde as empresas investem diretamente. É a cidade mais atrativa para os investidores no Brasil e na América do Sul”, disse Jean-Luc Decornoy, da Greater Paris Investment Agency.

Essa queda, segundo Decornoy, mostra como a crise global de dois anos atrás teve efeito negativo sobre São Paulo, mas a cidade mostrou dinamismo e passou melhor pela turbulência do que suas competidoras: Moscou (Rússia), onde os investimentos caíram em 10%; e Bombaim (Índia), onde a queda foi de 27%, ambas cidades de países que formam os BRICs.

Londres ocupa o primeiro lugar no ranking de greenfield investments, com 270 projetos, seguida de Xangai (242), Hong Kong (231), Paris (191) e Pequim (149).

Critério dos investidores

A pesquisa revelou ainda que os investidores dão mais importância à infraestrutura na análise de onde investir, critério que aparece à frente de mão-de-obra, custos, qualidade de vida e pesquisa e desenvolvimento.

De acordo com os dados, 92% das empresas responderam que o mais importante é a estabilidade política e a segurança jurídica. Outros 89% apontaram o crescimento econômico.

A oferta de mão-de-obra capacitada foi apontada em 86% dos casos, enquanto a qualidade da educação ficou com 79% das respostas. A qualidade de vida, por sua vez, recebeu 65% das respostas.

Compartilhe:

    Hospedagem: UOL Host