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06/05/2010 - 13h21

Telebrás: ações despencam, com ceticismo de analistas e forte realização de lucros

SÃO PAULO - A euforia inicial quanto à escolha da Telebrás (TELB3, TELB4) para ser a gestora do Plano Nacional de Banda Larga dá lugar às dúvidas, ceticismo e forte reação das demais companhias do setor. Além disso, há aqueles investidores que desejam realizar lucros após a sequência de ganhos dos papéis nos últimos pregões, fatores estes que levam os ativos a serem destaque de queda nesta sessão. 

Duvidas e ceticismo 

O Barclays trata com ceticismo a eleição da companhia para administrar a rede de fibra ótica. Diante da perspectiva de que o governo ficaria responsável por uma pequena parte dos investimentos iniciais, e o restante do montante seria gerado a partir do lucro nos três primeiros anos de atuação da companhia, o banco dispara: "a noção de que a Telebrás irá um dia gerar lucro novamente, ainda mais nos três primeiros anos de operação no fornecimento de banda larga para áreas que atualmente não são lucrativas é altamente otimista”. 

Além disso, o Citigroup demonstra certa dúvida quanto à capacidade da estatal em fornecer conhecimento e experiência para alcançar as metas ambiciosas do governo. O banco levanta ainda a dúvida se as operadoras poderão lucrar com os preços da baixa capacidade de navegação ou se elas apenas oferecerão o produto a preço de custo. 

Reação

Por fim, a reação das demais teles, as quais, por meio de nota oficial, reagiram à entrada da Telebrás no Plano. As operadoras querem que a inclusão da estatal no PNBL, como gestora da rede do Governo e, até mesmo como provedora de acesso onde as teles não tenham serviço adequado, passe por discussão no Congresso Nacional, em respeito as regras estabelecidas pela Lei Geral de Telecomunicações.

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