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10/05/2010 - 09h43

Imóveis: mais de 8 milhões de registros on-line foram realizados desde 2005

SÃO PAULO - Desde 2005 foram realizadas mais de 8 milhões de transações eletrônicas de registro on-line de imóveis, afirmou o presidente da Arisp (Associação dos Registradores Imobiliários de São Paulo), Flauzilino Araújo dos Santos, no Encontro Setorial promovido pela ACSP (Associação Comercial de São Paulo) na última semana.

De acordo com Santos, o trânsito de informações é gratuito. "Essa economia de custos, combinada à necessidade de operar com Certificação Digital, é responsável pelo vasto nível de otimização e confiabilidade nas operações", explicou o presidente.

A penhora, certidão de imóvel, escritura e títulos administrativos já podem ser emitidos pela Internet. "Estamos verificando a possibilidade do tombamento de imóveis também ser realizado via web", disse Santos.

Setor imobiliário

Segundo o sócio-diretor da Bicalho e Molica advogados, Rodrigo Cury Bicalho, o cenário brasileiro apresenta condições favoráveis para o crescimento do setor imobiliário.

Entre os fatores ligados ao crescimento, de acordo com Bicalho, está o programa Minha Casa, Minha Vida, empreendimentos de logística voltados à infraestrutura e investimentos em fundos imobiliários.

Renda

De acordo com a diretora do Instituto Data Popular, Sonia Bittar, está crescendo a participação das classes C, D e E no mercado brasileiro de imóveis.

"É indispensável que o mercado imobiliário atente-se para o consumidor emergente: ele representa sua base principal de consumidores durante os 30 primeiros anos do século XXI, uma vez que trata-se de uma população jovem, que quer constituir família, e é economicamente ativa", afirmou Sônia. 

Para a diretora do Instituto Data Popular, os grandes desafios do setor para a baixa renda são ter de lidar com pessoas que moram em casas construídas de forma clandestina, invadidas ou em condições precárias.

"O varejo fez a baixa renda desejar e, consequentemente, comprar celulares de última geração e televisores LCD. Basta ao setor imobiliário fazer o consumidor emergente almejar a casa com boa estrutura e acabamento de qualidade", concluiu Sônia.

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