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12/05/2010 - 18h10

Balada exige planejamento! O que fazer para garantir a diversão sem prejuízo?

SÃO PAULO – Em grandes cidades, não faltam opções de lazer noturnas. Mas um momento de diversão com os amigos pode se tornar um problema financeiro. De acordo com o IBGE, a inflação das “baladas” está até duas vezes maior que o índice geral medido pelo IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo). Com planejamento, porém, é possível se divertir sem sair no prejuízo.

Embora não pareça ter importância, o que você gasta em uma noite pode pesar no orçamento do mês. É só fazer as contas. Em cidades como São Paulo, por exemplo, cujo custo de vida é muito alto, o comprometimento da renda por conta da diversão pode ser grande.

Os preços das baladas, como em qualquer outro segmento da economia, seguem a regra da oferta e da procura. De acordo com o especialista em educação financeira Álvaro Modernell, a elevação pode estar relacionada ao aumento dos custos que os estabelecimentos estão tendo com a profissionalização e com a sofisticação do atendimento.

Além disso, ele também supõe que o aumento da renda dos trabalhadores verificada nos últimos meses pode ter ampliado a procura dos brasileiros por lazer. Porém, a diversão pode impactar no orçamento, se não for planejada. Colocando na ponta do lápis, a conta até assusta.

Na lista, consta o quanto você gasta para ir ao local (combustível ou corrida de táxi), para estacionar, para entrar, para beber, para comer, pelo músico da casa, pelo atendimento...e há quem também gaste com a produção, dependendo do local para onde vai. Diante da lista, é difícil discordar de que sair demais, de fato, gasta.

Estabelecendo limites

Sabe aquela conversa de que não se deve gastar mais do que se ganha? A frase virou bordão; ainda assim, muita gente a esquece e se endivida. Não é diferente para os baladeiros de plantão. “Só pode gastar muito em balada quem ganha muito”, considera Modernell.

Se para comprar algum bem é preciso planejar as contas, o mesmo acontece na hora de se preparar para curtir no fim de semana. “É preciso por no papel tudo o que vai gastar e levar em conta todas as variáveis”, afirma ao especialista. O limite é o bolso de cada um que estabelece.

“Geralmente, as pessoas deixam de gastar com lazer para suprir as despesas básicas”, explica Modernell. E, quando os gastos com lazer excedem determinado limite, as contas básicas (e o bolso do baladeiro) saem perdendo.

Para que isso não aconteça, o ideal é verificar entre os itens da lista de gastos com baladas aquele que mais pesa e reduzi-lo. A consultora financeira Eliana Bussinger tem três filhos que costumam sair à noite. Para eles, os conselhos também são financeiros. Ficar de olho nos detalhes e evitar os excessos são os principais.

Ela diz, por exemplo, evitar comer fora, pois alimentação em bares e restaurantes encarece a conta da noite. Comer em casa evita problemas e gastos desnecessários. A Lei Seca também ajuda a conter os gastos. Com ela, Eliana acredita que o consumo de bebidas, que onera as contas dos baladeiros, é menor.

De olho nos detalhes

Modernell lista uma série de medidas que podem ser adotadas para se divertir sem gastar muito. Para começar, ter ciência do quanto é a sua renda é essencial. “Dá para planejar a saída começando por separar a renda disponível”, explica o especialista. A ideia é estipular antes de sair de casa o quanto dá para gastar naquela noite sem prejudicar o orçamento do resto do mês.

Depois disso, reúna os amigos para escolher o local mais bacana para se divertir, mas também o mais barato. “O ideal é o jovem não criar o hábito de frequentar lugares que estão acima do seu orçamento”, afirma.

Claro que nem sempre dá para resistir. Nesses casos, a diversão do resto do mês deve ser limitada. “Gastou demais? Fique sem sair o resto do mês, para cobrir o rombo”, aconselha o especialista. Ou ao menos procure opções bem mais em conta ou mesmo gratuitas.

Depois de escolher o local, fique atento aos detalhes como couvert, estacionamento e entrada do local. Para economizar, o ideal seria ir de transporte público. Além de ser mais seguro e mais barato, é uma medida sustentável. Mas já que essa opção é descartada por muitos, divida a corrida do táxi com os amigos.

Na hora de entrar, verifique se o valor pago também é consumível dentro do estabelecimento. As casas que têm essa opção devem ser as preferidas de quem quer se divertir sem gastar muito. Se isso não for possível, controle-se lá dentro. Bebidas em baladas são muito caras e o excesso pode onerar ainda mais a conta.

Quando for pagar a conta, escolha a opção à vista. “Pagar lazer com cartão não compensa”, afirma o especialista. Verifique o que foi cobrado, para ver se não há erros, e divida a corrida de táxi novamente na volta para casa. No fim da noite, a diversão foi garantida. E o bolso saiu ileso.

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