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12/05/2010 - 08h46

Economia internacional e renda influenciam queda no fluxo de rodovias pedagiadas

SÃO PAULO – Com notícias de instabilidade econômica no cenário internacional, os motoristas brasileiros se mostraram um pouco cautelosos com gastos em abril. Essa é uma das justificativas apontadas pela ABCR (Associação Brasileira de Concessionárias de Rodovias) para a queda no fluxo de veículos em rodovias pedagiadas.

Na comparação com março, houve um recuo de 1,1% no fluxo de veículos em abril. Considerando apenas os veículos leves, a queda foi de 0,9%, enquanto que o fluxo dos pesados foi 1,9% menor, segundo dados do índice ABCR, divulgado nesta semana, e medido pela associação em parceria com a Tendências Consultoria Integrada.

Renda e instabilidade econômica

Para a associação, as quedas também estão associadas a um período de acomodação do aumento da renda do trabalhador. “A renda, que está diretamente associada ao fluxo dos leves, apesar de permanecer em patamar elevado, já mostrava tendência de desaceleração das taxas de crescimento de janeiro até março”, afirmou, por meio de nota, o economista da Tendências, Bernardo Wjuniski.

“Pode-se dizer também que esse já é um reflexo das incertezas no cenário econômico internacional, pois deixa o consumidor mais cauteloso em ampliar os seus gastos”, completou.

Para o economista, as quedas seguem a mesma tendência de outros indicadores, como os da produção de automóveis, que caiu 7,3% no mês passado, frente a março (com dados dessazonalizados), por exemplo. “Viemos de altas muito fortes e um ajuste era esperado, principalmente depois da retirada do IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados) dos automóveis, que representou um impacto relevante na produção industrial”.

Aumento na análise anual

Apesar das quedas verificadas na comparação mensal, frente a igual mês do ano passado, houve alta de 4,9% no fluxo total de veículos em rodovias pedagiadas. Nos últimos 12 meses, o aumento foi de 4,1%

Considerando apenas os veículos leves, o fluxo na comparação com abril de 2009 foi 3,8% maior, ao passo que o fluxo dos pesados no mesmo período foi 8,6% maior. Confira, na tabela abaixo, as variações dos fluxos em estradas pedagiadas:

Taxa de crescimento do fluxo pedagiado
ÍndiceAbril 2010/

Abril 2009 
 Abril 2010/

Março 2010 
12 meses
Geral 4,9% -1,1% 4,1%
Leves 3,8% -0,9% 4,8%
Pesados 8,6% -1,9% 1,9%
São Paulo e Rio de Janeiro

Na contramão do índice geral, São Paulo registrou aumento no fluxo de veículos em rodovias pedagiadas em todos os períodos de análise. Frente a março, o aumento foi de 1,2%. Na comparação com abril do ano passado, o incremento foi de 8%. E nos últimos 12 meses, a alta foi de 3,9%.

No Rio de Janeiro, o cenário é semelhante ao verificado no índice geral, com aumento na análise anual (de 0,4%) e queda na análise mensal (de 1,9%). Nos últimos 12 meses, o fluxo foi 3,2% maior nas rodovias do estado. 

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