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12/05/2010 - 17h40

Febraban: cenário econômico positivo leva a crédito sem aumento da inadimplência

SÃO PAULO – Maior oferta de crédito, maior endividamento e, consequentemente, maior potencial de inadimplência. O fluxo é lógico mas, na opinião da Febraban (Federação Brasileira de Bancos), não é obrigatório.

O motivo seria a expectativa de crescimento econômico do Brasil, para 2010 e 2011. Segundo a entidade, sempre se tem redução da inadimplência quando a perspectiva econômica é positiva. A perspectiva da Febraban para a inadimplência em 2010 e em 2011 é de 4,6%, taxa mantida desde a pesquisa de fevereiro de 2009.

"Do ponto de vista conjuntural, teremos um aumento da renda e do nível de emprego. Isso levará a uma melhora na taxa de inadimplência aos níveis anteriores à crise", afirmou o economista-chefe da Febraban, Rubens Sardenberg, durante apresentação da Pesquisa de Projeções e Expectativas de Mercado.

Crescimento = juros e inflação

O custo deste crescimento – a Febraban estima elevação do PIB (Produto Interno Bruto) de 6,3% em 2010 – é o aumento na taxa de juros, para conter a inflação.

Na previsão dos bancos, a Selic deve fechar o ano em 11,75% ao ano (hoje está em 9,5% a.a. após nove meses estável em 8,75% a.a.), com aumentos médios de 0,75 ponto percentual nas próximas reuniões do Copom (Comitê de Política Monetária). Já a inflação deve ter aceleração de 5,5% a.a., acima da meta do governo, que era de 4,5%.

Apesar do aumento nos juros, a Febraban não acredita que a oferta de crédito deve se retrair. "O mercado já fez suas projeções de oferta de crédito baseadas na expectativa de aumento da Selic". Segundo a entidade, a expansão do crédito será de cerca de 20% neste ano. “Se não fosse a alta dos juros, o aumento seria bem maior”, declarou o economista sênior da Febraban, Jayme Alves.

Jayme também descartou uma possível bolha, causada pelo aquecimento no crédito. “O conceito de uma bolha seria um endividamento tão grande que gerasse preços artificialmente altos. Acho que o risco de isso acontecer é muito pequeno. Ainda estamos num nível de endividamento abaixo do considerado preocupante”, declarou Alves.

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