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12/05/2010 - 17h11

Quase se pode afirmar que o Brasil é um País de classe média, diz Mantega

SÃO PAULO - A classe C representa mais de 50% da população brasileira e "quase já se pode afirmar" que é um País de classe média, disse o ministro da Fazenda, Guido Mantega, nesta quarta-feira (12), durante reunião da direção nacional da CUT (Central Única dos Trabalhadores).

O ministro afirmou que houve um aumento real do salário mínimo e redução das desigualdades, com o aumento da renda e o crescimento da classe C, para a qual migraram as classes D e E. "Quando nós começamos o governo, o mínimo mal comprava uma cesta básica. Hoje, compra quase duas. Quase duplicou o poder de compra do mínimo, o que foi fundamental para a diminuir a pobreza e ampliar o mercado consumidor", afirmou,  segundo a Agência Brasil.



Ainda de acordo com Mantega, enquanto o consumo de outros países ficou retraído no ano passado, no Brasil, houve uma forte atuação da classe consumidora formada pela população com capacidade de compra, com renda maior, que estimulou o comércio.

Para este ano, o consumo deve ter crescimento entre 8% e 8,5%. A equipe econômica considera esse número importante, pois é baseado nele que as empresas fazem seus investimentos que movimentam a economia do País.





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Mantega afirmou também que o governo tem a inflação sob controle, a não ser pelos alimentos, que ficaram mais caros em razão da chuva e pressionam os índices de preços.

Para ele, a economia brasileira está aquecida e voltou a ser como era antes da crise em outubro de 2008, sendo que a estimativa é de que 2 milhões de empregos sejam gerados em 2010.

Além disso, Mantega prometeu que o crescimento, entre 5,5% e 6%, da economia brasileira este ano acontecerá sem desequilíbrio macroeconômico, sem formação de gargalos ou de bolhas.

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