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19/05/2010 - 15h50

Número de endividados e inadimplência das famílias registram alta em maio

SÃO PAULO – O percentual de famílias brasileiras inadimplentes subiu para 25,1%, em maio, ante os 24,4% registrados em abril último. Apesar do aumento, o indicador está abaixo da média registrada no primeiro trimestre desse ano.

O número de famílias endividadas também cresceu entre os dois meses, passando de 58% para 58,7%. Os dados são da Peic (Pesquisa Nacional de Inadimplência do Consumidor), realizada pela CNC (Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo) e divulgada nesta quarta-feira (19).

De acordo com o levantamento, no entanto, o número daqueles que não terão condições de pagar as dívidas recuou, de 9% para 8,5%, no período analisado.

Dívidas por renda

De acordo com a pesquisa, a parcela de famílias que afirmaram estar muito endividadas caiu de 13,8% para 13,7%, ao passo que a daquelas que se dizem pouco endividadas passou de 24,3% para 23,7%.

Considerando as faixas de renda, as famílias com ganhos de até 10 salários mínimos estão mais endividadas em maio do que aquelas com renda superior a esse patamar. No primeiro caso, 60,3% das famílias têm dívidas, enquanto que, entre aquelas com ganhos acima de 10 mínimos, 48,1% estão na mesma situação.

Considerando os inadimplentes, as famílias de menor renda também estão em situação pior que as de renda maior, diz a pesquisa. Em maio, 12,1% das famílias que ganham mais de 10 salários mínimos estão com dívidas e contas em atraso. Entre aquelas que recebem abaixo desse patamar, 27,2% estão nessa situação.

O levantamento mostra também que 9,5% das famílias de menor renda acreditam que não terão condições de pagar suas dívidas. Entre as famílias com ganhos acima dos 10 mínimos, esse percentual alcança 2,5%.

Renda comprometida

De acordo com o levantamento, a parcela da renda comprometida com dívidas passou de 29,6% para 29,1%. O tempo médio de comprometimento com as dívidas ficou quase estável, indo de 6,8 meses para 6,6 meses entre março e abril.

O tempo médio de atraso de quem possui contas ou dívidas pendentes é de 59,7 dias. Em abril, esse período correspondia a 61,5 dias. O levantamento mostra que, para 42,9% das famílias, o tempo de atraso é superior a 90 dias.

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