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24/05/2010 - 17h03

Ingressos de futebol ficam 9% mais caros em São Paulo

SÃO PAULO – Os preços dos ingressos para jogos de futebol ficaram 9% mais caros em abril, frente ao mês anterior, para a classe média paulista, de acordo com a Fecomercio-SP (Federação do Comércio do Estado de São Paulo).

“A inflação foi mais de custo do que de demanda”, explicou o assessor econômico da federação, Gilson de Lima Garófalo. De acordo com ele, houve aumento dos custos para se manter um estádio no quarto mês do ano, frente a março, decorrente da aplicação de dissídios para os profissionais atuantes no setor e do reajuste de tarifas públicas.

Teatro e música

No quarto mês do ano, o aumento do preço dos ingressos de partidas de futebol fez com que os gastos com despesas pessoais da classe média saltassem 0,56%, contribuindo para uma inflação geral de 0,28%.

Enquanto ir a um estádio ficou mais caro, assistir a peças teatrais e a shows musicais ficou 2,7% mais barato, o que foi provocado pela baixa temporada. “O que influencia é o período do ano. Diminui um pouco o preço para atrair o pessoal e a vinda de pessoas do interior. Em abril, isso aconteceu principalmente pela Semana Santa”, disse Garófalo.

O que esperar?

De acordo com ele, o que se espera daqui para a frente é que a inflação da classe média seja pressionada pelo item saúde, que teve forte impulso de 0,85% em abril, devido ao reajuste dos remédios.

“Contudo, nos próximos meses, o consumidor ainda deve sentir um novo aumento nos preços dos medicamentos, já que a Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos – órgão do governo federal que controla o reajuste de preços no setor – expediu um documento autorizando o aumento de até 4,6%, que não foi feito parcialmente”.

Os preços de vestuário também devem aumentar daqui para a frente, a exemplo do 0,73% registrado em abril, por conta do consumo de produtos de inverno, que costumam ser mais caros do que aqueles de verão.

O impacto da Copa

A classe média, de acordo com Garófalo, sente o aumento de preços por conta da realização da Copa do Mundo na África do Sul porque é ela quem viaja para assistir ao mundial.

“Parte do preço de serviços começa a ser afetada. Encarece os pacotes que essas pessoas vão contratar. Os descontos que são oferecidos deixam de ser feitos”, informou.

A pesquisa da Fecomercio-SP considera como classe média o morador do estado de São Paulo que ganha entre cinco e 15 salários mínimos, de acordo com o piso regional paulista, o que remete a um salário que vai de R$ 2,8 mil a R$ 8,4 mil.

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