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25/05/2010 - 16h59

Leite fica 9% mais caro e tendência é de mais altas para os próximos meses

SÃO PAULO – O leite pesou mais no bolso do brasileiro em abril, tendência que deve ser registrada nos próximos meses, revelou uma pesquisa da GfK.

De acordo com os dados, o produto teve um aumento de 8,96% no mês passado, frente a março. Esse aumento fez o consumidor gastar 7,34% a mais no produto no mês passado. 

No acumulado dos últimos 12 meses, o aumento dos preços do produto foi de 18,6%. Isso se deve, de acordo com o gerente de Serviços ao Cliente da GfK, Marcio Nardi, a uma nova alta no preço pago aos produtores, seguida da redução de oferta do produto.

Previsão de alta

“Desde março, ocorre um período sazonal na produção”, avalia Nardi. “Nesta época do ano observa-se queda na produção leiteira, devido à menor produção de pastagens. As recentes valorizações do leite poderão incentivar os produtores a investir em alimentação, o que poderia contribuir na recuperação da produção”, acredita.

Segundo ele, para os próximos meses, a previsão ainda é de alta no preço do leite longa vida, porém, com tendência de estabilidade ao longo do terceiro trimestre deste ano.

Feijão

Além do leite, o feijão tem tido aumento de preço, de 22,79% em abril, frente a março, com destaque para a região Sudeste, onde o preço do quilo registrou elevação de quase 35%. Nos últimos 12 meses, o produto registrou aumento de 7,1%.

A alta registrada no mês passado pesou nos gastos dos consumidores com o produto. Frente a março, houve um aumento de 20,19% nos gastos mensais.

Para Nardi, a redução dos investimentos dos produtores, devido aos menores preços verificados em 2009 e à diminuição do plantio, gerada pela crise, e o excesso de chuva explicam o encarecimento.

Com isso, estão previstos mais aumentos para os produtos. “A tendência é que o preço não sofra redução até o mês de julho, quando inicia a safra de inverno”, acredita Nardi.

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