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25/05/2010 - 11h17

Preços dos carros sobem em abril e registram a maior alta acumulada desde 2008

SÃO PAULO – Os preços dos carros novos registraram aumento de 2,70% no acumulado dos últimos 12 meses, terminados em abril, mostra levantamento realizado pela FGV (Fundação Getulio Vargas). A alta é a maior desde novembro de 2008, quando o aumento foi de 4,07%.

A antecipação das compras por conta do IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados) reduzido e o fim do incentivo fiscal fizeram com que as vendas recuassem e elevaram os preços dos carros zero quilômetro desde o início do ano, considerando as variações acumuladas.

Em janeiro foi verificada a última queda, de 1,02%. A partir de fevereiro houve inflação, de 0,40%, e em março, de 0,30%.

Histórico

Os dados mostram que, ao longo de 2009, os preços dos veículos novos registraram somente quedas, ainda considerando as variações acumuladas em 12 meses, enquanto que a variação do IPC (Índice de Preços ao Consumidor) só registrou altas no mesmo período.

O pico das quedas dos preços dos zero quilômetro foi registrado em agosto, quando o recuo foi de 8,06%. Ao fim do ano passado, os preços registraram queda acumulada de 4,63%, enquanto que a inflação geral ficou em 3,95%.

Vendas em queda

A antecipação da compra do carro novo durante o período de vigência do IPI reduzido deve prejudicar as vendas nos próximos meses. Análise da Agência Automotiva MSantos aponta que, neste mês, a queda deve ser de 15%, na comparação com abril.

Dados das comercializações realizadas nos primeiros quinze dias de maio, divulgados pela Fenabrave (Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores), confirmam a tendência.

Nos primeiros quinze dias deste mês, os emplacamentos registraram queda de quase 20% frente a primeira quinzena de abril, considerando todas as categorias de veículos. Ao todo, foram vendidas 194.541 unidades, contra 242.330 comercializadas no mesmo período do mês passado.

O fim do IPI não deve apenas impactar os resultados dos próximos meses. Para a Fenabrave, o desempenho deste ano do setor deve sofrer mais do que o previsto inicialmente. A federação estimava que as vendas de autos aumentassem 10,2% neste ano. Agora, a previsão é de que cresçam menos, 6,39%.

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